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Último episódio da série "Quem Cuida de Quem Ensina?" trata sobre saúde, direitos e valorização da docência; confira

Publicado em 25 de Agosto de 2026 Por ADURN Sindicato

A série “Quem Cuida de Quem Ensina?” chegou ao fim. Durante os programas exibidos ao longo das últimas sextas-feiras no Jornal da Educação, veiculado na Rádio Universitária da UFRN, o ADURN-Sindicato trouxe reflexões relevantes acerca dos impactos do trabalho na saúde do docente; adoecimento mental; sobrecarga física e suas consequências; e o processo de envelhecimento saudável do(a) professor(a) aposentado(a) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Docentes especialistas nas respectivas áreas foram entrevistados e, a partir de cada conhecimento específico, a série abordou quais os cuidados necessários diante das problemáticas evidenciadas. Além de reforçar que o ensino de qualidade perpassa, inegociavelmente, pela saúde e qualidade de vida que o(a) professor(a) tem. 

Neste quinto e último episódio, a entidade convidou a psicóloga, docente situada na Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi (FACISA/UFRN), em Santa Cruz, e diretora do ADURN-Sindicato Fernanda Gurgel para falar a respeito da saúde, dos direitos e da valorização da docência na universidade.  

O sindicato compreende que a saúde do professor e da professora é, sem sombra de dúvidas, uma pauta que caminha pela solução coletiva, no que tange decisões organizacionais, e pela solução individual, no que diz respeito aos cuidados pessoais com o(a) docente.

Sobre quais políticas institucionais podem ser atribuídas, Fernanda Pontuou: “Algumas possíveis ações ligadas à saúde podem contemplar a redução e a melhoria da distribuição da carga de trabalho e da carga horária de trabalho; políticas institucionais de prevenção aos riscos psicossociais, esses que estão atualmente sendo debatidos e implantados nas organizações de trabalho; o combate ao assédio moral, sexual e outros tipos de violência; a oferta de serviços de saúde ocupacional para a pessoa trabalhadora, ou seja, ações de prevenção e monitoramento permanente da saúde; melhorias das condições materiais de trabalho; e um trabalho que possibilite conciliar outras dimensões da vida e o trabalho”. 

Atrelado a isso, Fernanda ressaltou a importância da própria universidade agir diante das circunstâncias existentes, oferecendo ao(a) docente condições adequadas de trabalho: “A universidade tem um papel institucional e um papel central na saúde das pessoas trabalhadoras, dos e das docentes! Primeiro porque é o local de trabalho dessas pessoas, e como local de trabalho, ela define as condições de trabalho, a organização do trabalho e as relações que estabelecem nesse local, sendo essas relações que podem ser promotoras de saúde ou mesmo fatores de adoecimento. Segundo porque a universidade é uma instituição que produz conhecimento para a sociedade, inclusive, conhecimento sobre saúde e sobre saúde da pessoa trabalhadora. Então, algumas ações da universidade podem ser, em primeiro, e eu considero muito importante: a prevenção do adoecimento, ou seja, a evitação de todo e qualquer fator que possa levar ao adoecimento, além da criação de um ambiente institucional saudável, oferta de cuidado e assistência e o monitoramento de todas as condições e das pessoas que trabalham ali. Ou seja, um papel de prevenção, de cuidado e de reintegração das pessoas trabalhadoras”.

Para finalizar, a dirigente do ADURN-Sindicato, Fernanda Gurgel, afirmou o papel do movimento sindical na defesa intransigente da saúde e qualidade de vida dos(as) professores(as) sindicalizados(as): “Os sindicatos têm um papel muito importante na defesa da saúde das docentes e dos docentes universitários, porque ele funciona como um mediador entre a experiência concreta da saúde, do adoecimento e a luta coletiva pela transformação das condições de trabalho que podem produzir saúde, ou adoecimento. Eu diria que a relevância do sindicato é enxergar esse fenômeno como uma questão coletiva e política, retirando o foco do sofrimento, do adoecimento, da saúde, do cuidado, como uma questão individual, pessoal e, principalmente, colocando o foco no fenômeno como um aspecto coletivo. Então, cabe ao sindicato lutar pela melhoria das condições de trabalho, negociar com a universidade, com o Estado, por essas melhorias, pelas condições e pelos direitos da pessoa trabalhadora, defender a saúde, o direito à saúde como um direito coletivo, como um direito humano e atuar na mobilização coletiva das e dos docentes pela luta em busca dessa saúde”. 

Esta série foi produzida como pauta integrante da campanha de 2026 do ADURN-Sindicato “A universidade que queremos não nos adoece”. Diversas atividades voltadas à temática estão sendo desenvolvidas pela entidade ao longo do ano, a fim de ecoar a luta por respeito, valorização e a garantia de espaços seguros e de qualidade para os(as) docentes e, consequentemente, para todo o corpo acadêmico.

OUÇA ÚLTIMO EPISÓDIO AQUI: 

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