Congresso fica mais conservador, mas bancada progressista resiste para 2027
Fonte: DIAP - Esquerda e centro-esquerda elegem 124 deputados, ampliam a federação PT/PCdoB/PV e conquistam votações expressivas; avanço do PL aumenta desafios para a defesa de direitos.
O Congresso que tomará posse em 1º de fevereiro de 2027 terá como maior força a ala conservadora, com o crescimento do PL na Câmara e no Senado. A bancada progressista elegeu 124 deputados federais, dois a menos do que em 2022. Também ampliou a representação da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, de 81 para 88 cadeiras.
A resistência também aparece nas votações individuais. Em São Paulo, Erika Hilton (PSOL) foi reeleita com 1.596.472 votos e Sâmia Bomfim (PSOL), com 583.107. As duas ficaram, respectivamente, em segundo e terceiro lugares no estado, segundo o TRE-SP. Erika tornou-se a mulher mais votada da história para a Câmara.
O resultado combina a continuidade de uma base progressista relevante com um ambiente mais difícil para a aprovação de suas propostas. O avanço do PL aumenta a pressão conservadora sobre a agenda legislativa e exige maior articulação para defender direitos.
Campo progressista resiste
Considerando PT/PCdoB/PV, PSB, PSOL/Rede e PDT, o campo progressista ocupará 24,2% das 513 cadeiras da Câmara. Na comparação com os 126 deputados eleitos por essas forças em 2022, a redução foi de 1,6%.
A federação liderada pelo PT sustentou o desempenho do grupo: ganhou sete cadeiras em relação à eleição anterior. PSB e PSOL/Rede também cresceram nesse recorte, passando de 14 para 15 deputados cada.
A queda concentrou-se no PDT, que elegeu seis deputados, contra 17 em 2022. Portanto, não houve uma retração generalizada das bancadas progressistas: três dos quatro grupos ampliaram sua representação na comparação entre eleições.

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