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10 de outubro: o combate à violência contra a mulher não pode parar

Publicado em 08 de Outubro de 2026 Por ADURN Sindicato
10 de outubro: o combate à violência contra a mulher não pode parar

Em 10 de outubro de 1980, centenas de mulheres ocuparam as escadarias do Theatro Municipal de São Paulo. Elas protestavam contra o avanço dos crimes de ódio voltados à população feminina, em um ato que acabou marcando a criação do Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher. Passaram-se mais de quatro décadas, mas a urgência daquele protesto continua exatamente a mesma.

Conquistas jurídicas vieram com o tempo, como a Lei Maria da Penha, em 2006, e a tipificação do Feminicídio, em 2015. Só que as leis, por si sós, não resolvem a questão. A violência diária vai do abuso físico ao sofrimento psicológico, além de ganhar força no debate público recente. O resultado das últimas eleições escancarou um cenário preocupante: a ascensão de parlamentares que usam a tribuna para atacar direitos conquistados a duro custo, chegando ao absurdo de questionar o próprio voto feminino. Trata-se de uma violência institucional clara, que enfraquece a democracia e valida a misoginia.

Diante disso, o ADURN-Sindicato mantém sua atuação firme no combate ao assédio, à discriminação e ao machismo no ambiente universitário. Garantir a proteção e o apoio adequado a docentes, estudantes e servidoras da UFRN é prioridade da atividade sindical e condição básica para a existência de um ambiente acadêmico seguro.

Enfrentar a violência de gênero passa pela educação, pela denúncia e pela recusa diária ao silêncio. Se você está passando por uma situação de violência ou conhece alguém que precisa de apoio, acione os canais de proteção:

Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180): Atendimento gratuito, anônimo e disponível 24 horas por dia para orientações e denúncias.

Polícia Militar (Ligue 190): Indicado para emergências e casos de risco imediato.

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