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Dia do Professor e da professora: ADURN-Sindicato cobra valorização e condições dignas na UFRN

Publicado em 15 de Outubro de 2026 Por ADURN Sindicato
Dia do Professor e da professora: ADURN-Sindicato cobra valorização e condições dignas na UFRN

Neste 15 de outubro, o ADURN-Sindicato saúda os professores e as professoras da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e chama atenção para um dos trabalhos que sustenta a instituição. A UFRN conta com 2.810 docentes ativos, incluindo substitutos, temporários e visitantes, além de 1.714 docentes aposentados. São eles(as) que mantêm cursos, laboratórios e serviços em funcionamento, muitas vezes sob o peso da burocracia, da cobrança por produtividade e de tarefas que ultrapassam a jornada prevista.

Saúde docente exige mudanças no trabalho

Em 2026, o ADURN-Sindicato colocou a saúde dos professores e das professoras no centro de sua agenda, com séries e atividades voltadas à qualidade de vida da categoria. O debate parte do entendimento que se o adoecimento está ligado à forma como o trabalho é organizado, ele não pode ser tratado como um problema individual.

Além de ensinar, pesquisar e orientar, os(as) docentes precisam lidar com reuniões, comissões, relatórios, sistemas, prazos e demandas que avançam sobre o tempo fora da universidade. Uma política de saúde, portanto, não pode se limitar ao atendimento depois que o sofrimento aparece. É necessário investir em prevenção, acompanhamento psicossocial, canais de escuta e revisão de procedimentos que consomem tempo sem contribuir para o ensino e a pesquisa.

Valorização da carreira continua na pauta docente

A carreira precisa corresponder à responsabilidade que a universidade deposita sobre seus professores e professoras. Isso envolve remuneração, progressão e uma permanente equiparação entre as carreiras do Magistério Superior e do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico e respeito à paridade entre ativos e aposentados. Também exige que o trabalho de substitutos e temporários não seja tratado como solução permanente para a falta de servidores(as) efetivos(as).

Os reajustes, acompanhados da reestruturação das carreiras e da atualização dos auxílios, representaram avanços recentes. Ainda assim, a categoria precisa acompanhar sua implementação e continuar cobrando recomposição salarial, porque os ganhos podem ser corroídos pela inflação e pelo aumento do custo de vida. A valorização depende de orçamento, negociação e mobilização para que os direitos sejam preservados.

Eleição presidencial 2026

As eleições presidenciais também dizem respeito à vida nas universidades. O primeiro turno foi realizado em 4 de outubro e, nos casos em que houver segundo turno, a votação está prevista para 25 de outubro. Nesse processo, o ADURN-Sindicato já declarou apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, por entender que a defesa da democracia, da universidade pública, da ciência e dos direitos dos trabalhadores deve orientar a escolha da categoria.

A posição do sindicato está relacionada ao nível de investimento nas universidades federais, o tratamento dado às carreiras e o lugar da produção científica no desenvolvimento do país. Essas escolhas terão efeitos diretos sobre a UFRN, da manutenção de cursos e laboratórios à continuidade dos projetos de pesquisa e extensão.

 O futuro da UFRN também está em debate

Até o fim de 2026, a comunidade acadêmica escolherá a reitoria responsável pela UFRN entre 2027 e 2031. O processo abre espaço para discutir a universidade que queremos e as condições oferecidas a quem ensina, pesquisa, faz extensão e participa da gestão.

Com mais de 43 mil estudantes, três hospitais universitários e equipamentos que atendem diretamente à população, a UFRN tem um peso que ultrapassa seus muros. Uma instituição desse porte não pode ser administrada somente por indicadores e planilhas. Orçamento e infraestrutura são fundamentais, mas a qualidade da universidade também depende de quem trabalha para mantê-la em funcionamento.

Neste Dia do Professor e da Professora, o ADURN-Sindicato reafirma que valorizar a docência significa garantir condições dignas de trabalho, respeitar os direitos da categoria e assegurar sua participação nas decisões da universidade. 

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