CONSEPE decide por flexibilização do calendário de atividades

Publicado em 22 de novembro de 2016 às 11h30min

Tag(s): Greve



Reunido na manhã desta terça-feira, 22, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE) debateu a suspensão do calendário acadêmico solicitada em conjunto pelas entidades representativas dos docentes, estudantes e servidores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Por unanimidade, os conselheiros votaram pela não suspensão do calendário, mas autorizaram a Pró-reitoria de Graduação (PROGRAD) a enviar orientação aos diretores dos Centros de flexibilização das atividades para que não haja prejuízo aos estudantes e professores que aderiram ao movimento grevista. Atendendo à solicitação do ADURN-Sindicato, a ida dos estudantes à Brasília, no próximo dia 29, será considerada atividade acadêmica.

João Ricardo, coordenador do DCE, fez um desagravo à tentativa de sabotagem do movimento por grupos conservadores, através da edição de vídeos que o Ocupa UFRN tem publicado em sua página no Facebook. O DCE fez a denúncia ao plenário do CONSEPE e se solidarizou ao pró-reitor de Planejamento, João Emanuel, vítima dessa metodologia. 

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Para João Ricardo, fica clara a tentativa de desmobilização e criminalização do movimento estudantil. Falou ainda sobre os motivos que levaram os estudantes ao CONSEPE, como a contrariedade à PEC 55 na defesa da educação pública e de qualidade. O dirigente fez um balanço das atividades como aulas e assembleias e apresentou a flexibilização do calendário como proposta a ser avaliada pelo pleno.

A vice-presidente do Sindicato, Gilka Pimentel, falou em seguida e fez um balanço da greve de sete dias dos docentes. A professora falou também sobre a decisão da categoria pela realização do plebiscito para decidir os novos rumos do movimento e solicitou uma solução aos estudantes que participam do movimento Ocupa UFRN.

\"O ADURN-Sindicato faz um pedido aos conselheiros para que, diante de um quadro de natureza complexa, que tencionou a sociedade, a ponto de levar o movimento estudantil a fazer um movimento ousado em termos de política, tenham a sensibilidade de não prejudicar o alunado que tomou a frente desse processo e, por conseguinte, solicita que, dentro da sua autonomia, flexibilize o calendário e permite que os estudantes que estão na linha de frente desse movimento tenham a oportunidade de seguir adiante nos seus cursos\", ressaltou a dirigente.

Em sua fala, a reitora da UFRN, professora Ângela Paiva, reiterou a disposição do diálogo e ressaltou o acordo assinado com o ADURN-Sindicato como exemplo dessa capacidade. A reitora afirmou que a PROGRAD tomará todas as medidas cabíveis para não prejudicar os alunos e professores envolvidos no movimento paredista, lembrando que a flexibilização do calendário já está garantida no termo de acordo assinado com o Sindicato dos Docentes.

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