FSM: Atividade do Sindicato buscou sensibilizar para o enfrentamento às questões de gênero

Publicado em 14 de março de 2018 às 12h50min

Tag(s): Fórum Social Mundial



No dia em que se celebra a resistência do dia da poesia, a força do verso se mistura à realidade em discussão dos desafios para a ocupação das mulheres nos espaços de poder, que buscou sensibilizar para o enfrentamento às questões de gênero. A atividade integra uma das 1600 atividades autogestionadas da 13ª edição do Fórum Social Mundial, em Salvador.

Uma roda promovida na manhã desta quarta, 14, pelo PROIFES, através dos seus sindicatos federados, ADURN-Sindicato, SINDIEDUTEC e ADUFSCAR, foi o espaço de conversa sobre as formas de enfrentar a persistente realidade de desigualdades de gênero e de todas as formas de violência contra as mulheres.

A partir da exibição de um vídeo produzido pelo ADURN-Sindicato com o relato de mulheres que venceram barreiras dentro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, as sociólogas Taís Madeira e Maria Inês (ADUFSCAR), a historiadora Leilane Assunção (ADURN-Sindicato), primeira mulher trans a assumir o cargo de professora em uma universidade pública do Brasil, e a professora de economia Matilde dos Santos conduziram o debate da temática sob a coordenação da professora Gilka Pimentel, diretora de Comunicação do PROIFES-Federação e vice-presidente do ADURN-Sindicato.

O abismo das diferenças de classe, gênero e raça na sociedade brasileira deu o tom à fala da historiadora Leilane Assunção, que ressaltou o lugar paradoxal que é a universidade. “Apesar de também ser o lugar da potência, da criatividade, das ideias libertárias, ela também é um lugar de reprodução de todos os preconceitos que circulam na sociedade", afirmou Leilane.

Seu depoimento de descontrução da docência que exclui a condição de gênero foi reforçado pela travesti Megg Rayara Gomes de Oliveira, professora substituta da Universidade Federal do Paraná que afirma ter adotado o conceito "Preta" em contraposição ao movimento negro, que não faz a inclusão dos LGBTs.

Com o diagnóstico de que o poder é um domínio ocupado hegemonicamente ainda por homens, as várias vivências compartilhadas demonstram de forma clara que as decisões de políticas públicas do país são essencialmente masculinas, e nesse contexto, as decisões quanto às relações de gênero não carregam sensibilidade. 

Ao final do debate, o ADURN-Sindicato prestou uma homengem à Leilane Assunção, com a entrega de um buquê de flores pela passagem de seu aniversário.

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