Nota de Repúdio: Todas nós – meninas, mulheres- nascemos condenadas à violência?

Publicado em 24 de agosto de 2018 às 10h55min

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O Núcleo de Direitos Humanos do ADURN-Sindicato vem externar sua indignação, repúdio e preocupação, diante de mais um episódio de violência contra as mulheres veiculado nos meios de comunicação e que, devido ao fato de o agressor ser um personagem público, vocalista de uma banda de forró, adquiriu maior repercussão.

Infelizmente este não é um episódio isolado, tem sido cada vez mais comum ouvirmos sobre notícias de atos violentos contra as mulheres, e não podemos aceitar que atrocidades desta natureza sejam encaradas como fato corriqueiro.

A sociedade, erguida nas bases do patriarcado, tem no machismo sua expressão mais concreta, gerando desigualdades entre homens e mulheres, em que os primeiros são valorados desproporcionalmente apenas pelo fato de serem do sexo masculino.

Essa desigualdade se manifesta na violência contra a mulher, nas diferenças salariais e posições de liderança, exigindo um contínuo processo de desconstrução.

As mulheres são vítimas em um mundo onde os seus direitos básicos são depreciados pelo discurso hegemônico, onde são afastadas dos espaços de poder e emudecidas diante de uma sociedade que, mais do que machista, é sexista, misógina, excludente.

Atrelados a esses fatos de depreciação da figura feminina vem a violência física, a legitimação de condutas abusivas, os assédios, a hiperssexualização de meninas, o medo de andar nas ruas, de falar, de reivindicar a própria liberdade, de existir.

Ficamos nos perguntando, além do medo, qual seria o motivo que leva tantas mulheres a se calarem ao primeiro sinal de violência? Será que a sociedade e o Estado não são coniventes com a perpetuação do ódio pela figura feminina? Será que comportamentos individuais coniventes não patrocinam a cultura da violência e do ódio?

Não, as mulheres não nasceram condenadas à violência!

É possível sim uma outra realidade! Pensemos juntos na construção de uma sociedade mais igualitária e justa para todos. Onde o ódio, as violências e o desrespeito sejam substituídos pela empatia, pela dignidade e pela busca da paz. É possível desconstruir e reconstruir uma sociedade. Nesse momento precisamos nos unir e repudiar todas as formas de violência, em especial contra as mulheres que vêm sofrendo secularmente as mais variadas formas de violências.

O Núcleo de Direitos Humanos do ADURN-Sindicato externa, dessa forma seu repúdio à continuidade das práticas abusivas e violentas, infelizmente cada vez mais presentes e reitera que não há melhor forma de resolver o problema da violência contra as mulheres, do que a completa igualdade de gêneros.

 

Núcleo de Direitos Humanos do ADURN-Sindicato

ADURN Sindicato
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