Comunidade UFBA se mobiliza contra cortes anunciados pelo MEC Publicado em : 07/05/2019

Publicado em 08 de maio de 2019 às 10h10min

Tag(s): Educação



Professores e professoras, estudantes e servidores/as técnicos-administrativos/as realizaram na manhã de hoje (06) uma Plenária unificada e um grande ato de rua em defesa da UFBA e da educação pública, ameaçadas pelo corte de certa de 30% do orçamento anunciado pelo Ministério da Educação na semana passada. O Ministro Abraham Weintrab inicialmente direcionou os cortes à UFBA, UnB e UFF, sob o pretexto de desempenho acadêmico insuficiente e “balbúrdia”; o bloqueio foi depois estendido a todo o ensino superior.

A mobilização, construída pela APUB, Assufba e DCE/UFBA, iniciou-se no pátio da Faculdade de Educação da UBFA, no Vale do Canela, e teve a participação do reitor João Carlos Salles e vice-reitor Paulo Miguez e também de parlamentares da bancada baiana.

Durante o ato, o reitor informou que a UFBA possui atualmente mais de R$ 55 milhões em créditos bloqueados, comprometendo contas básicas para o funcionamento da universidade, como água e luz e também o pagamento dos/as servidores/as terceirizados. A professora Raquel Nery, presidenta da APUB, destacou a capacidade de resistência da comunidade e apontou que o bloqueio se insere em uma série de medidas de desmonte e ataque a direito que o governo Bolsonaro vem promovendo, a exemplo da Reforma da Previdência. Ela lembrou ainda que há uma chamada para uma Greve Geral da Educação no dia 15 de maio. O vice-presidente do sindicato, Emanuel Lins, afirmou que é a capacidade da universidade transformar vidas que incomoda o governo e que ela é um patrimônio de toda a sociedade. O professor Jailson Alvers, diretor acadêmico da APUB, disse que um dos objetivos da plenária é construir um fórum permanente de luta e resistência.

Foto: Jonas Souza

Após as falas, formou-se uma passeata que seguiu até o prédio da Reitoria, onde foi realizado uma abraço simbólico à universidade e a leitura da Carta da comunidade UFBA ao povo baiano.

Fonte: Ascom APUB-Sindicato

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