Plenária Unificada rejeita posição da reitoria e reafirma rejeição ao Future-se

Publicado em 27 de setembro de 2019 às 16h08min

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A posição da reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte em só se posicionar sobre o Future-se quando provocada pelo Ministério da Educação foi rechaçada pela unanimidade dos estudantes, servidores e professores em plenária unificada na manhã desta sexta-feira, 27.

Chamada por todos os segmentos que compõem a comunidade acadêmica, a plenária reafirmou, ainda, a rejeição ao Future-se e cobrou um posicionamento definitivo da instituição.

Uma comissão aprovada na plenária foi à reitoria pedir uma resposta da gestão às solicitações já encaminhadas pelas representações da comunidade (ADURN-Sindicato, DCE, ATENS e Sintest) por um Conselho Universitário para deliberar sobre o projeto.

O reitor em Exercício, professor Henio Miranda, atendeu o convite e levou a posição da administração à plenária. “Todos nós conhecemos e temos ciência de que o projeto como se encontra não atende aos interesses das Universidades, vários aspectos atentam contra as administrações das IFES e à sua autonomia”, avaliou Henio.

No entanto, em relação ao posicionamento da Universidade quanto à adesão ou não ao Future-se, o reitor em exercício afirmou que “ela só vai ser tomada na hora que houver uma provocação do MEC neste sentido”.

A assertiva, contudo, não foi aceita pelos presentes que lotaram o auditório da reitoria da UFRN e aprovaram ações no sentido de buscar a convocação do Conselho Universitário para deliberar sobre o projeto que, na opinião dos presentes, ameaça privatizar o ensino superior no Brasil.

O professor Oswaldo Negrão, diretor do ADURN-Sindicato e do PROIFES-Federação, avalia relevante a realização da plenária para fortalecer o movimento já iniciado pela convocação de um conselho universitário. Para ele, não há como defender a ideia de enfraquecer ainda mais as Universidades, que já enfrentam a limitação posta pela Emenda Constitucional 95 e os cortes no orçamento que já refletem prejuízos no seu cotidiano, a partir de um modelo de gestão que incorpora elementos privatistas e provoca o fim da autonomia universitária e da capacidade de democratizar o Ensino Superior com qualidade.

Ao final, plenária aprovou a realização de uma atividade conjunta (ADURN-Sindicato, DCE, ATENS e SINTEST) no dia Nacional de Greve pela Educação. O Ato Pólítico-Cultural Paulo Freire acontece no dia 02 de outubro, a partir das 9h, no estacionamento do Centro de Convivência da UFRN. 

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