Resistência e luta marcam abertura do 2º Encontro Nacional de Educação Infantil do PROIFES-Federação

Publicado em 06 de fevereiro de 2020 às 09h40min

Tag(s): Educação Infantil



Resistir contra os ataques à educação pública brasileira, valorizar os docentes e os servidores públicos federais, e lutar pela manutenção da educação básica vinculada às Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) foram as tônicas das falas na abertura da segunda edição do Encontro Nacional de Educação Infantil do PROIFES-Federação, que teve início nesta quarta-feira, 5, na cidade de Natal (RN).

Em um contexto de desvalorização da educação em todos os níveis, a educação básica nas unidades de educação infantil, escolas de aplicação e escolas técnicas ligadas às universidades federais buscam resistir e manter sua atuação de excelência. “Esta luta da educação técnica e da educação básica sempre foi fundamental para o PROIFES, que as coloca como prioridades, com uma concepção sindical que pensa a educação do início até o final da vida. Com palestrantes e debatedores tão bons, não tenho dúvidas que este Encontro setá fundamental para constuir a perspectiva da organização e compreensão do papel dos educadores, e enriquecerá o PROIFES”, destacou na abertura do evento o presidente do PROIFES, Nilton Brandão (SINDIEDUTEC-Sindicato).

Para Gilka Pimentel, vice-presidente do ADURN-Sindicato e diretora de Comunicação do PROIFES, neste Encontro “os docentes da educação infantil e escolas de aplicação se reúnem para compartilhar, refletir e se fortalecer para enfrentar todas as ameaças e riscos e que os professores, professoras e trabalhadores em geral estão vivendo hoje no país”.

A diretora do Núcleo de Educação da Infância da UFRN, Maristela Mosca, ressaltou em sua fala as palavras do educador Paulo Freire: “não percamos o encanto pela busca, com alegria no processo e boniteza no ato de educar”, citou. Já Zilmar Rodrigues, secretário de educação básica, técnica e tecnológica da UFRN, salientou a necessidade de espaços qualificados de discussão sobre temáticas da educação básica, lembrando que esta é uma política de estado, “que se caracteriza por dever ser realizada, por ser amparada pela Constituição, reduzindo as desigualdades e valorizando as diversidades”.

A falta de apoio das universidades às unidades de educação infantil foi lembrada pela presidente da Associação Nacional das Unidades Universitárias Federais de Educação Infantil (ANUUFEI), Viviane Cancian. “Temos um Brasil muito diverso, hoje temos 10 unidades de educação infantil, começamos com 28, muitas não conseguiram sobreviver nas suas universidades sem apoio político. Agora é o momento em que o coletivo pode unir forças, para fazer uma defesa e luta conjunta da educação básica, nos fortalecermos e pensar estratégias”.

As melhores estatísticas no IDEB, no ENEM estão nos colégios de aplicação, afirmou o presidente do Conselho Nacional dos Dirigentes das Escolas de Educação Básica das IFES (CONDICAP), Walter Silva Junior. “Cerca de 85% dos nossos alunos vêm de um contexto de vulnerabilidade econômica e social, e com todas as crises que estamos passanndo, continuamos lutando por uma educação básica pública e de qualidade”.

Um futuro de muita luta de cada um dos docentes é o que espera o presidente do ADURN-Sindicato, Wellington Duarte. “Esta é a terra da esperança, e a presença de vocês aqui já demonstra isso. O movimento docente precisa hoje de cada um dos professores, com um papela fundamental para a sobrevivência do ensino básico, do superior, porque este governo tem como alvo principal o professor”, alertou.  

Já Maria Carmem Freire, secretária de educação à distância da UFRN, representando o reitor na abertura do evento, ressaltou o pioneirismo dos docentes do Núcleo de Educação Infantil da UFRN na sindicalização, no reconhecimento como escola de aplicação e na atuação do Magistério Superior. “Conseguimos vencer muitos desafios e hoje continuamos o trabalho de Paulo Freire. Esperançar, para ele, é lutar, ir atrás, uma atitude revolucionária. Não há amanhã sem esperança, de esperançar, e nossa história da educação infantil é uma história de resistencia, para existir, garantindo o direito das crianças”, concluiu a educadora.  

O 2º Encontro Nacional de Educação Infantil do PROIFES-Federação continua até a sexta-feira, 7. Confira esta e outras notícias do Encontro no site e redes do PROIFES-Federação e do ADURN-Sindicato.

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