Sindicato critica pronunciamento de Bolsonaro e pede para que as pessoas escutem os especialistas

Publicado em 25 de março de 2020 às 08h12min

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A fala do presidente da República, em cadeia de rádio e televisão, nesta terça-feira(24) pode ser traduzido como o mais estarrecedor pronunciamento feito por um Chefe de Estado na história da República. Ao referir-se à pandemia que assola a humanidade, chamou-a novamente de “gripezinha”; defendeu abertamente que se encerre ao isolamento social, medida dura e necessária para conter a expansão da COVID-19; que se retome as aulas; que se abra o comércio; e que se volte à “normalidade”. O presidente da república demonstrou sua total incapacidade política de enfrentar os desafios que estamos vivenciando.

O discurso anti-civilizatório, entretanto, tem um foco e uma lógica: o de contrapor-se aos agentes públicos que combatem a doença e se exime da responsabilidade da crise econômica e social, que virá depois da pandemia; e a lógica de que o endurecimento do seu discurso revela o permanente flerte com o autoritarismo, derivada de uma caos, estimulado por sua fala. Com esse chefe de Estado, que despreza a democracia e que se orienta pelo culto ao caos, o Brasil está à deriva.

A Diretoria do ADURN-SINDICATO, que representa exatamente o núcleo de pessoas tão detestada pelo Chefe de Estado, os professores universitários, repudia de forma veemente o pronunciamento do presidente da república e se soma à todos aqueles que defendem a civilização e consequentemente o firme apoio da entidade na luta contra a pandemia.

Escutem os especialistas. Fiquem em casa!

Diretoria do ADURN-Sindicato

ADURN Sindicato
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