Governadores cobram ação urgente do Governo federal e criticam "posicionamento agressivo" de Bolsonaro

Publicado em 25 de março de 2020 às 16h48min

Tag(s): Política



Os governadores dos nove Estados do Nordeste divulgaram uma carta na tarde desta quarta-feira em que cobram do Executivo federal uma ação para conter o avanço da pandemia do coronavírus no Brasi. A publicação ocorre horas após uma reunião por vídeoconferência entre os mandatários estaduais e o presidente Jair Bolsonaro. Na carta, pontuada por críticas às declarações recentes de Bolsonaro de descontinuar o isolamento nos Estados, os governadores afirmam que manterão as decisões regionais adotadas por cada Estado para conter a Covid-19.

Leia a íntegra da carta aos governadores do Nordeste ao presidente Jair Bolsonaro:

"Em conferência realizada na tarde desta quarta-feira, 25 de março de 2020, nós governadores do Nordeste pactuamos:

1 – O momento vivido pelo Brasil é gravíssimo. O Coronavírus é um adversário a ser vencido com muito trabalho, bom senso e equilibro;

2 – Vamos continuar adotando medidas baseadas no que afirma a ciência seguindo orientação de profissionais de saúde, capacitados para lidar com a realidade atual;

3 – Vamos manter as medidas preventivas gradualmente revistas de acordo com os registros informados pelos órgãos oficiais de saúde de cada região;

4 – É um momento de guerra contra uma doença altamente contagiosa e com milhares de vítimas fatais. A decisão prioritária e a de cuidar da vida das pessoas, não esquecendo da responsabilidade de administrar a economia dos estados. É um momento de união, de se esquecer diferenças políticas e partidárias. Acirramentos só farão prejudicar a gestão da crise;

5 – Entendemos que cabe ao Governo Federal ação urgente voltada aos trabalhadores informais e autônomos. Agressões e brigas não salvarão o País. O Brasil precisa de responsabilidade e serenidade para encontrar soluções equilibradas;

6 – Ao mesmo tempo, solicitamos a necessidade urgente de uma coordenação e cooperação nacional para proteger empregos e a sobrevivência dos mais pobres;

7 - Ficamos frustrados com o posicionamento agressivo da Presidência da República, que deveria exercer o seu papel de liderança e coalizão em nome do Brasil."

Fonte: El País Brasil

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