Entidades sindicais debatem a retomada das atividades da educação no Estado

Publicado em 30 de junho de 2020 às 21h10min

Tag(s): Educação



Passados mais de 100 dias do início da suspensão das aulas presenciais devido à pandemia do novo coronavírus, a educação remota é a pauta do momento e foi debatida nesta terça-feira (30) por representações sindicais da educação.

A live promovida pelo Fórum Estadual de Educação do Rio Grande do Norte (FEE-RN), órgão consultivo e deliberativo do Sistema Estadual de Educação do RN, contou com a participação de Wellington Duarte, presidente do ADURN-Sindicato, Nadja Maria de Lima Costa, coordenadora-geral do Sinasefe-RN, de Patrícia Barra, presidenta da ADUERN, e Fátima Cardoso, coordenadora-geral do Sinte/RN.

Foram discutidos os desafios do ensino remoto de emergência, que exige adaptação rápida por parte dos professores, servidores e alunos, e acentua o problema da desigualdade social no Brasil. A temática levantou apontamentos e questionamentos: os professores estão preparados para lecionar além do formato tradicional? As universidades conseguirão manter o ensino de qualidade, com a transferência do conteúdo do modelo presencial para o ambiente virtual? Como as desigualdades sociais no acesso às tecnologias podem afetar estudantes e professores de instituições que adotarem aulas à distância?

Sem um plano de contingência educacional ou administrativo para casos assim, as instituições de ensino não estavam preparadas tecnologicamente, nem teoricamente. Por outro lado, o temor de que uma possível volta às aulas ocasione mais casos de contágio por coronavírus é presente em docentes, servidores e estudantes em todo o país.

“Nós somos contra o retorno das aulas presenciais neste momento. Consideramos que o ano letivo está perdido e não temos como recuperar”, afirmou Fátima Cardoso, coordenadora-geral do Sinte/RN.

Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) aprovou no dia 1° de junho, a regulamentação, em caráter excepcional, da oferta de atividades remotas da graduação, da pós-graduação e do ensino básico, técnico e tecnológico. O projeto piloto de estudo remoto ocorre de forma não obrigatória, ou seja, de maneira facultativa para estudantes e professores.

E o retorno presencial já começa a ser discutido. Para o presidente do ADURN-Sindicato, Wellington Duarte, é preciso levar em conta todo o universo da Universidade que engloba hoje com cerca de 45 mil alunos, 2.300 professores e mais de 4 mil servidores. “Imaginar um protocolo de volta às aulas sem considerar essa heterogeneidade e os diversos universos das realidades regionais dos campis não é possível”, pontuou.

Para Patrícia Barra, presidenta da Associação dos Docentes da UERN, “o sindicato quer garantir que haja o debate e, principalmente, fazer com que as soluções encontradas não sejam as que nos colocam um passo atrás”.

No caso do Instituto Federal do Rio Grande do Norte, sob intervenção do governo federal que nomeou Josué Moreira reitor pro-tempore, a coordenadora-geral do Sinasefe-RN, Nadja Maria de Lima Costa, disse que “a preocupação agora é com o tema do ensino remoto. É preciso colocar quais são nossas necessidades”.

No dia 7 de julho será realizada mais uma live da série do FEE RN, com a participação do movimento estudantil para discutir os impactos para os discentes da educação remota.

ADURN Sindicato
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