Weintraub é condenado por ofender professores ao dizer que universidades fabricam drogas

Publicado em 05 de março de 2021 às 10h52min

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Em 2019, o então ministro ainda afirmou que as universidades são 'madraças de doutrinação' e 'têm plantações extensivas' de maconha

O juiz João Batista Ribeiro, da 5ª Vara da Justiça Federal em Minas Gerais, condenou o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub a pagar 40 mil reais por danos morais coletivos a professores.

Isso porque, em novembro de 2019, Weintraub afirmou que as universidades são “madraças de doutrinação” e “têm plantações extensivas” de maconha, além de os laboratórios de química desenvolveram “droga sintética”.

Weintraub ainda declarou que “universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia, terão verbas reduzidas”.

O então ministro não apresentou qualquer evidência para sustentar as alegações. A ação em que Weintraub foi condenado foi movida pelo Sindicato dos Professores de Universidades Federais de Belo Horizonte, Montes Claros e Ouro Branco.

Segundo o sindicato, o bolsonarista cometeu “violação de direito coletivo à honra objetiva e a imagem dos docentes representados”.

De acordo com o magistrado, a condenação se justifica “em decorrência da configuração de conduta intimidadora, difamatória e discriminatória contra docentes que participaram das mobilizações em favor da educação pública de qualidade e contra os bloqueios orçamentários na educação”. O ex-ministro pode recorrer da decisão.

Em dezembro de 2019, Weintraub foi convocado pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e reiterou as acusações – novamente, sem apresentar provas. O ex-ministro, porém, disse que a responsabilidade pelas supostas plantações de maconha não era dos reitores das universidades.

“Eu não falei em momento algum que a culpa é dos reitores (…). Falei que a situação é tão dramática que há plantação (de pés de maconha) em algumas. Não acusei reitores, professores, técnicos. Eu sou professor concursado de uma universidade federal”, disse.

Fonte: Carta Capital

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