Em Ato Político-cultural em defesa da Vida, o ADURN-Sindicato marcou a sua trajetória de luta e respeito ao próximo

Publicado em 19 de março de 2021 às 16h18min

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O evento somou centenas de visualizações e levantou um forte debate sobre temas urgentes à sociedade

No dia em que completou um ano de portas fechadas, o ADURN-Sindicato realizou, remotamente, um ato político-cultural em defesa da vida. O evento contou com a participação de diretores e convidados que, em um bate papo, rememoraram ações da entidade, discutiram questões críticas do contexto pandêmico e homenagearam os professores que faleceram durante esse período.

Desde o vídeo de abertura, aqueles que acompanharam o evento através do YouTube puderam relembrar ocasiões em que os espaços físicos da UFRN serviram de cenário para a luta em defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade. Atualmente, esses espaços cederam lugar ao incansável trabalho nas plataformas virtuais, demandando reinvenção por parte daqueles que não fogem à luta.

Apesar da mudança no formato de atuação, o Sindicato seguiu com as atividades anteriormente realizadas, somando a elas demandas específicas, como é o caso do projeto Arte Potiguar em Casa; das Aulas Públicas; das lives de lançamento de livros em parceria com a Cooperativa Cultural da UFRN; do apoio à ação José Costa Leite para sempre, do Museu Câmara Cascudo (MCM); e da doação de alimentos e itens de saúde para instituições sociais potiguares – o que contabiliza mais de 15 ações e um público diversos beneficiado.

Durante a primeira parte do ato político-cultural, Oswaldo Negrão, Diretor de Política Sindical do ADURN-Sindicato, discutiu números, estratégias e consequências do plano de vacinação que tem sido executado no Brasil, contra o coronavírus. Para o professor do Departamento de Saúde Coletiva da UFRN, questões políticas são as causas imediatas do atraso na vacinação da população brasileira, “caso os pactos de acordo tivessem sido feitos e tivéssemos, então, começado a vacinar entre dezembro e janeiro, hoje estaríamos nos aproximando dos 70 milhões de pessoas imunizadas, e esse é o fluxo normal para a estrutura que o Brasil tem disponível pelo Programa Nacional de Imunização (PNI): mais de 40 mil unidades de saúde, geladeiras apropriadas e equipes técnicas capacitadas”.

Erika Andrade, professora do Departamento de Fundamentos e Políticas da Educação da UFRN, enfatizou a importância da realização das Aulas Públicas, “que, nestes tempos difíceis, servem, também, para que possamos pensar e fazer uma universidade diferente”. Em sua fala, Erika chamou atenção, ainda, para o cuidado da saúde mental no universo feminino, “tão diverso e repleto de questões particulares”, convidando a universidade a pensar em um “modelo de cuidado mais expansivo, que possa agir para diminuir o sofrimento das crianças, moças e mulheres que estão reféns desse momento”.

Já no segundo bloco do evento, a vice-presidenta do ADURN-Sindicato, Gilka Pimentel, destacou o pioneirismo da entidade na realização do projeto Arte Potiguar em Casa, que, como declarou a cantora Edja Alves, serviu de alento e estímulo para os artistas locais quando um cenário crítico e imprevisível começou a ganhar forma. Edja participou do projeto em maio de 2020 e, durante o ato político-cultural, mais uma vez alegrou aos telespectadores com um pouco de sua arte. A cantora revelou que quando recebeu o convite do ADURN-Sindicato “foi como uma luz mostrando que nós, artistas, podemos sim nos reinventar, apostar em novos formatos. E, especialmente naquele momento, eu estava precisando financeira e psicologicamente de algo que me movesse. Sou, portanto, muito grata à iniciativa!”.

No bate papo com Wani Fernandes, presidenta da Cooperativa Cultural da UFRN, Roberval Pinheiro, secretário-geral do ADURN-Sindicato, reforçou que o que existe entre as duas entidades é mais do que uma simples parceria, “seria uma confluência de ações, marcada por um alinhamento muito forte”. Wani, por sua vez, detalhou as atitudes da livraria “para resistir a esses tempos sombrios” e falou sobre os próximos passos e projetos da Cooperativa neste ano em que completam 44 anos de história. Ainda em sua fala, Wani agradeceu ao apoio contínuo do ADURN-Sindicato e explicou como a comunidade acadêmica de uma forma geral pode colaborar com a luta da entidade: "nos sigam nas redes sociais, visitem a nossa página, façam circular o nosso trabalho e, quando possível, estejam conosco, presencialmente, nas ações da nossa Cooperativa”.

Ao final do evento, Wellington Duarte, presidente do ADURN-Sindicato, comemorou o resultado agradecendo aos professores que se somam à luta e reafirmando a importância de a entidade poder contar com uma equipe de colaboradoras que, diariamente, se doa às causas defendidas pelo Sindicato. “Fazemos pelos nossos funcionários exatamente aquilo pelo que lutamos para todos os professores da UFRN: garantimos estrutura para o desenvolvimento de suas funções e nos mantemos atentos à saúde de todos. A vida vem sempre em primeiro lugar, e a luta apenas começou!”

Assim como Wellington Duarte, a vice-presidenta do ADURN-Sindicato, Gilka Pimentel, salientou que todos os atos da entidade são movidos pelo respeito e solidariedade. Aludindo a uma canção de Belchior, Gilka finalizou a sua fala destacando que “não podemos esquecer que a vida requer coragem para seguir... 'se no passado morri, este ano não morro’”.

Oswaldo Negrão encerrou os pronunciamentos da diretoria do ADURN-Sindicato declarando que, “mais do que nunca, nós precisamos fazer a defesa da vida, do Estado laico, da Constituição Federal, da universidade pública, gratuita e de qualidade, socialmente referenciada e inclusiva; a universidade enquanto espaço privilegiado da produção de conhecimento, da formação de profissionais para as próximas gerações e, acima de tudo, do debate reflexivo – por esse motivo precisamos, também, lutar pela liberdade expressão!”.

O evento, mediado pelo Diretor de Promoções Sociais, Culturais e Científicas do ADURN-Sindicato, Ruy Rocha, e disponível no nosso canal do YouTube, foi encerrado com uma homenagem aos professores que faleceram durante os últimos 365 dias. Na ocasião, a Orquestra de Clarinetas da UFRN foi convidada a fazer uma pequena apresentação musical.

Além dos convidados e diretores já citados, participaram diretamente do Ato Político-cultural a Secretária Geral-adjunta, Ruthineia Diógenes Alves Uchoa Lins; a Segunda Tesoureira, Isaura de França Brandão; o Diretor de Assuntos do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico, Dárlio Inácio Alves Teixeira; e o Diretor de Assuntos dos Campi das Universidades Federais do Rio Grande do Norte, Alex Reinecke de Alverga.

Abaixo, listamos os nomes dos professores que perderam a vida ao longo desse ano de tão duras batalhas. O ADURN-Sindicato se solidariza com os familiares e amigos de cada um desses colegas de profissão.

  • Abrão Marcos
  • Alexandre Magno Cavalcanti da Rocha
  • Ana Cristina Gurgel de Castro
  • Ausonio Tércio de Araújo
  • Emerson Moreira de Aguiar
  • Estela Maria Araújo de Carvalho
  • Fernando Lyra Martins
  • Francisca de Assis da Silva Teixeira Duarte
  • Francisca Nazaré Liberalino
  • Francisco Barros da Camra
  • Francisco Xavier Pinheiro
  • Gonçalo Roque de Morais
  • Jair Nogueira Lima
  • João Wilson Mendes Melo
  • Jorge Cavalcanti Boucinhas
  • José Humberto da Silva
  • José Jesuíno de Araujo
  • José Ossian Guedes
  • Jose Wilton de Queiroz
  • Lais de Barros Furtado
  • Luiz Dutra de Sousa Neto
  • Luiz Martins da Silva
  • Manoel Pedro de Souza Filho
  • Marcelo Antônio Dieb Vieira
  • Marconi Grevi
  • Marcos Paiva da Rocha
  • Maria de Jesus Dapieve
  • Maria do Socorro De Freitas Rego
  • Maria do Socorro Freire
  • Marilande Rego Mendes
  • Max Cunha de Azevedo
  • Moisés Domingos Sobrinho
  • Nivaldo Borges dos Santos
  • Paulo Ney Silva Bulhões
  • Pedro Atie
  • Pedro Lopes Cavalcante
  • Raimundo Antunes de Sousa Sobrinho
  • Samir Assi João
  • Vania Capistrano de Miranda Monte
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