Curta “A Freira” estreia nesta sexta (16) trazendo religiosa desbocada

Publicado em 13 de abril de 2021 às 11h58min

Tag(s): Cooperativa Cultural Encontros e Conversas



O lançamento faz parte do projeto “Monólogos”, que conta ainda com as produções “Sob as luzes dessa avenida” e “Máquina de Costura”

 

Junte uma freira desbocada querendo fazer a limpeza do convento com uma “fuleragem de falta de luz”. Essa é a premissa do curta-metragem “A Freira”, dirigido por José Correia Torres Neto. A obra, estrelada por Doc Câmara no papel da religiosa, será apresentada ao público nesta sexta-feira (16), às 19h30, no canal do ADURN-Sindicato no Youtube. O lançamento é mais uma parceria entre o Sindicato e a Cooperativa Cultural Universitária, e o curta-metragem é o primeiro de três que compõem o projeto “Monólogos”.

“O curta trata de uma freira que exerce a função de faxineira em um convento e que expõe o seu cotidiano e o cotidiano das pessoas que nele convivem. Em meio aos pensamentos, ela discorre sobre as hierarquias, sobre os desejos, sobre as reentrâncias das religiões – não só a que ela participa –, sobre aquilo que a faz humana, as vezes até ‘demasiadamente’”, afirma o diretor. “A freira é uma pessoa que consegue enxergar o lugar de tudo e o lugar de cada um. Ela consegue aceitar, analisar, repugnar e ter uma crítica guardada na manga do hábito”, continua. O texto, em formato de monólogo, nasceu há 10 anos e tinha como destino o teatro. Com os editais da Lei Aldir Blanc, lançados em 2020, a peça foi adaptada para o vídeo.

“A Freira” é responsável por quebrar dois padrões: primeiro, de gênero, com um ator masculino interpretando uma personagem feminina. Depois, se você espera uma religiosa calma, imaculada, avessa às “coisas do mundo”, “A Freira” nos entrega o contrário: uma irmã de língua ácida, que gosta da companhia do seu cigarro e de uma boa fofoca. “Quando eu entrei no convento eu estranhei a pregação, a missa, o tratamento, essa tal de hierarquia”, afirma a personagem. Para ela, vale também gostar “das missas alegres do Padre Marcelo”, sobrando tempo ainda para suspirar contemplando o físico do Padre Fábio de Melo.

Para José Correia, que também é vice-presidente da Cooperativa Cultural, a parceria com o ADURN-Sindicato surge em um momento importante para o país. “As duas entidades possuem histórias que rompem quatro décadas e com claros objetivos humanistas em primeiro plano, e isso reflete muito no crescimento dos que participam de suas ações”, diz ele. “A parceria vem para fortalecer todos que estão envolvidos na luta de classe, na cultura, na certeza que a educação é o caminho certo”, avalia.

Se em um momento de pandemia muitos artistas perderam seus trabalhos, a Lei Aldir Blanc “veio para trazer uma esperança e apoio aos trabalhadores de todos os segmentos culturais do Brasil”, acredita o diretor. Segundo Correia, “os recursos destinados vão movimentar a cadeia produtiva cultural e garantir, minimamente, a dignidade de artistas, a manutenção de espaços culturais e criação e continuidade de muitas atividades; foi, portanto, uma decisão acertada da bancada progressista e que pode vir a ser um marco para reativar a cultura no país”.

O Curta-metragem é o primeiro de três produtos audiovisuais realizados pela Editora Caravela Selo Cultural e que compõem o projeto “Monólogos”. Os materiais serão lançados semanalmente durante este mês de abril por meio do projeto de Extensão “Encontros e Conversas”, desenvolvido pela Cooperativa Cultural em parceria com o ADURN-Sindicato. Os curtas “Sob as luzes dessa avenida” e “Máquina de Costura” irão ao ar, respectivamente, nos próximos dias 23 e 30 de abril. Além destes produtos, o “Encontros e Conversas” lançará, no dia 29 deste mês, a revista “Natal daqui a 50 anos”, adaptação para os quadrinhos da clássica obra de Manoel Dantas.

Ficha técnica

A Freira - 14’31”

Roteiro e direção: José Correia Torres Neto

Ator: Doc Câmara

Realização: Caravela Selo Cultural

Patrocínio: Lei Aldir Blanc

Apoios: ADURN-Sindicato, Cooperativa Cultural Universitária, Jornal Saiba Mais, Espaço A3, Bicho Esquisito, Cintia da Hora

ADURN Sindicato
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