No 29M, o ADURN-Sindicato se somou à luta com um ato virtual marcado por falas potentes e ampla participação

Publicado em 31 de maio de 2021 às 12h41min

Tag(s): Mobilização



No último sábado, 29 de maio, centrais sindicais, entidades de representação estudantil e movimentos sociais realizaram atividades em todo o país com o objetivo de denunciar a gestão desastrosa do Governo Federal, e de mobilizar a sociedade por “vida, pão, vacina e educação”. O ADURN-Sindicato se somou a este dia de mobilizações realizando um ato virtual em defesa da vida, da educação, e contra os desmontes do serviço público.

Com ampla participação do público, a manifestação remota contou com a apresentação e intervenções do artista local Rodrigo Bico. Membros da diretoria do ADURN-Sindicato e professores convidados trouxeram breves e potentes falas evidenciando os ataques à vida do cidadão brasileiro e o projeto de desmonte da educação pública empreendido pelo Governo Federal.

O artista Rodrigo Bico fez a apresentação do evento

O presidente do ADURN-Sindicato, Wellington Duarte, abriu as falas tratando da legitimidade dos atos ocorridos em 29 de maio. Para o dirigente, a luta neste momento não é político-ideológica, "é uma questão de saúde, é uma questão de proteção dos direitos da pessoa humana, pois o mais sagrado deles é a vida". Duarte afirmou, ainda, que o Fora Bolsonaro é urgente, pois, “agora comprovado com documentação, sabemos que o que o governo fez foi sabotar o processo de vacinação, destroçou famílias, arruinou empregos... colocou o Brasil numa espécie de gueto mundial tratado como país não bem-vindo”.

Wellington Duarte, presidente do ADURN-Sindicato

Alinhado à fala de Wellington, Bosco Araújo, ex-presidente do ADURN-Sindicato, enxerga a atuação do Governo Federal como sendo "um projeto de necropolítica, de ódio aos pobres, aos trabalhadores, à ciência, à Democracia. Por isso, atos como este são importantes! Precisamos ter muita firmeza para seguir na luta”, afirmou. Willington Germano, professor Emérito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por sua vez, lembrou em sua fala que a educação e a cultura são os primeiros alvos dos regimes autoritários, assim sendo, enfatizou: “não há outra saída senão resistir e lutar para que a Democracia seja restaurada neste país".

Arlete Duarte, professora do Departamento de Administração Pública e Gestão Social da UFRN, iniciou a segunda parte do evento declarando que “um ato de resistência é, para além de uma denúncia do que está acontecendo, uma oportunidade de conscientizar as pessoas sobre tudo isso, sobre o significado do desaparecimento das nossas instituições públicas, sobre o real ataque às nossas vidas". Logo em seguida, Erika Andrade, docente do departamento de Educação da UFRN, destacou que “este é um momento de a gente se solidarizar, de criar afetos no sentido de nos fortalecer para a luta".

Erika Andrade, docente do departamento. de Educação da UFRN

No terceiro e último bloco do ato virtual, Dárlio Inácio, diretor do ADURN-Sindicato, fez um relato sobre a situação da Ciência, Tecnologia e Inovação no país e destacou em seguida: "defendemos o Fora Bolsonaro por uma educação pública, gratuita e de qualidade, pela vida e pela Democracia".

A fala de Dárlio foi seguida pela participação de Oswaldo Negrão, presidente eleito do ADURN-Sindicato a ser empossado no próximo dia 17 de junho. Em sua fala, o dirigente ressaltou a criticidade do momento e a necessidade de somarmos forças nesta luta: "diante do tamanho da tragédia humanitária, econômica e social que nós vivenciamos no decorrer da pandemia, é fundamental a articulação da sociedade, de todos aqueles que defendem o Estado Democrático de Direito".

Oswaldo Negrão, diretor do ADURN-Sindicato e presidente eleito para a próxima gestão

Wellington Duarte encerrou o ato tratando dos desafios da futura gestão do sindicato, “que terá à sua frente um presidente que representa uma nova geração pronta para a luta, que vai encorpar o nosso sindicalismo responsável, democrático, que não tem medo de se posicionar; que respeita a pluralidade, que respeita todos os grupos políticos e ideológicos, mas que não se ausenta da luta”. Duarte ressaltou ainda que a luta, no momento, é para "resgatar a civilização; não apenas a economia do país, mas, as vidas das pessoas que estão sendo tratadas de forma tão desrespeitosa e danosa pelo atual Governo”.

Veja as fotos do ato AQUI

Abaixo, o poema “É preciso agir”, de autoria de Bertold Brecht e declamado por Rodrigo Bico durante o ato virtual em defesa da vida, da educação, e contra os desmontes do serviço público.

Primeiro levaram os negros

Mas não me importei com isso

Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários

Mas não me importei com isso

Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis

Mas não me importei com isso

Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados

Mas como tenho meu emprego

Também não me importei

Agora estão me levando

Mas já é tarde.

Como eu não me importei com ninguém

Ninguém se importa comigo

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