Vacinação em massa derruba mortes e casos de Covid-19 em Serrana, no interior de SP

Publicado em 01 de junho de 2021 às 09h50min

Tag(s): Pandemia de coronavírus



Segundo levantamento do Butantan, o controle da transmissão no município se deu quando 75% da população estava vacinada. No país, apenas 10,42% já receberam a segunda dose e casos e mortes continuam altos

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Se o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) tivesse comprado vacinas e respondido os dez e-mails da Pfizer em 2020, o Brasil inteiro estaria seguindo os passos de Serrana, cidade do interior de São Paulo, que viu o número de mortes pela Covid-19 cair em 95% depois da vacinação em massa promovida pelo Instituto Butantan, que produz a CoronaVac.

No Brasil, o ritmo da tragédia segue acelerado. Nas  24 horas entre o sábado e o domingo, o Brasil registrou 950 mortes por Covid-19, totalizando 462.092 óbitos desde o início da pandemia. É o terceiro aumento seguido. 

Já em Serrana, cidade que fica a 315 km da capital paulista, estudo do Butantan mostrou que o número de casos sintomáticos começou a cair, assim como o número de internações quando cerca de 75% da população foi imunizada, o que indica que esse é o porcentual de imunizados que o Brasil precisa para atingir a imunidade de rebanho e frear o vírus.

Com mais de 87% da população vacinada, segundo dados divulgados pela TV Globo, o número de novos casos de Covid-19 em Serrana caiu de 699 em março para 251 em abril. Já o de mortes passou de 20 para 6 no mesmo período.

Enquanto isso, o Brasil de Bolsonaro continua patinando na vacinação porque não levou a sério o combate a doença e  ignorou diversos e-mails entregues pela Pfizer oferecendo a vacina contra a Covid, como mostrou a CPI da Covid-19. Entre 14 de agosto de 12 de setembro, quando o presidente da Pfizer enviou uma carta ao governo federal, foram ao menos 10 e-mails enviados pela farmacêutica. As mensagens discutiam as propostas de vacina contra Covid-19 e cobravam uma resposta formal do governo, que ignorou todos os emails.

Quase um ano e meio da pandemia do novo coronavírus e com vários países voltando à normalidade porque já vacinou a maioria da população, o Brasil registra apenas 22.063.266 doses aplicadas, o que corresponde a 10,42% da população do país, o que é muito pouco.

Maranhão e Mato Grosso avançam na vacinação

Os estados do Maranhão e o Mato Grosso colocaram os trabalhadores e trabalhadoras da comunicação e construção civil na lista de prioridades da vacina.

Os estados decidiram incluir as duas categorias por conta própria, já que não constam do Plano Nacional de Imunização, do Ministério da Saúde, os grupos que deveriam receber primeiro a imunização. Também estão sendo imunizados em alguns estados novos grupos, esses sim previstos no PNI, como moradores de rua, caminhoneiros e trabalhadores de portos, ferrovias e aeroportos.

No Maranhão, a vacinação valerá não apenas para jornalistas, mas para todos os funcionários de rádios, jornais, portais jornalísticos e emissoras de televisão, incluindo auxiliares administrativos, motoristas e auxiliares de serviços gerais.

A vacinação de profissionais da construção civil, outra categoria não prevista no plano de vacinação do Ministério da Saúde, também já iniciou.

Cuiabá também seguiu os mesmos passos e começou a vacinação de profissionais que atuam em veículos de comunicação. Profissionais como repórteres, fotógrafos, cinegrafistas, profissionais envolvidos na cobertura do dia a dia da capital mato-grossense e assessores de imprensa foram incluídos nos grupos prioritários de vacinação por exercerem uma atividade considerada essencial.

“Normalidade turbina terceira onda

O mais novo Boletim InfoGripe divulgado pela Fundação Oswaldo cruz, Fiocruz, nesta sexta-feira (28, avalia que a retomada precoce das atividades em praticamente todo o Brasil é a principal causa de uma nova onda do novo coronavírus.

Com a normalização da mobilidade diante de números ainda muito altos de casos e mortes, a doença voltou a circular com intensidade, segundo a Fiocruz. Assim, tornou-se praticamente inevitável o recrudescimento da pandemia.

Há mais de 75% de chances de que essa piora ocorra em onze unidades da federação, inclusive São Paulo, e de 95% em outras três, segundo o levantamento.

"O estudo sinaliza que o cenário atual está associado à retomada das atividades de maneira precoce", afirmou o pesquisador da Fiocruz Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe.

Fonte: CUT

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