Setembro Amarelo: A importância da iniciativa para a promoção do cuidado na prevenção do suicídio

Publicado em 03 de setembro de 2021 às 17h40min

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Com a onda de adoecimentos mentais crescendo, falar sobre saúde mental está cada vez mais deixando de ser tabu. Com o Setembro Amarelo, uma iniciativa internacional em alusão ao dia mundial de prevenção ao suicídio, que é comemorado no dia 10, essas discussões se popularizaram. 

Para falar sobre esse assunto, o diretor do ADURN-Sindicato e professor de psicologia da Faculdade de Ciências da Saúde do Trairí (Facisa), Alex Reinecke, foi entrevistado no Jornal da Educação desta sexta-feira (03), veiculado na Rádio Universitária. Na conversa, Reinecke destacou a importância da data.

“É um esforço concentrado para promover ações educativas e de promoção do cuidado na prevenção do suicídio, que é considerado uma importante situação de saúde pública, tanto no mundo como no Brasil”, afirmou.

Para ele, o estabelecimento da data permitiu que diversas iniciativas surgissem, tanto nos locais de trabalho, quanto nas escolas e em outros locais, “produzindo um espaço de diálogo, de conhecimento de ações, programas em instituições, que fortalecem a prevenção do suicídio”. Ele destacou a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), e do Centro de Valorização da Vida (CVV) como alguns desses exemplos.

Relevância na pandemia

Para Reinecke, se já era necessário discutir esses temas antes, durante a pandemia do coronavírus se torna ainda mais necessário. Segundo o docente, é um momento “em que o sofrimento advindo de tantas perdas precisa encontrar espaços de fala, de escuta, de acolhimento e de cuidados”.

E, com tantas aulas e reuniões sendo feitas online, sem a troca humana, alunos e professores se tornaram mais uma vítima, alerta o professor. “A nossa comunidade acadêmica, inserida nesse momento difícil da pandemia, vivencia preocupante situação de sofrimentos, agravadas pelo isolamento, pelas incertezas de um cenário político, econômico e social, pela precarização das condições de vida”. Situações que, segundo o psicólogo, precisam ser enfrentadas. Para ele, "as iniciativas de prevenção ao suicídio convocadas pelo Setembro Amarelo podem produzir esse espaço de fala, escuta e acolhimento, que fazem toda a diferença”.

 

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