Reforma administrativa deve prejudicar áreas estratégicas, como saúde, educação e segurança, alertam servidores em novo ato, em Brasília

Publicado em 16 de setembro de 2021 às 09h49min

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Mobilização busca pressionar parlamentares para que votem contra a proposta do Governo Federal

A reforma administrativa do Governo Federal pode prejudicar servidores públicos de áreas estratégicas, como saúde, educação e segurança pública. O alerta foi feito na manhã desta quarta-feira (15/09), em Brasília, durante nova mobilização organizada por entidades sindicais e movimentos sociais. Servidores públicos de todo o País estão na capital federal desde o início da semana em protesto contra a proposta.

Se for aprovada, a PEC 32/20 pode ameaçar a estabilidade e outros direitos históricos dos servidores. “Muitos trabalhadores do serviço público ainda não compreendem a gravidade da reforma. No entanto é, algo que vai destruir os direitos daqueles que trabalham em todas as esferas públicas. Somente com a articulação e a mobilização de todos, vamos conseguir barrar mais um grande retrocesso do atual governo”, afirmou o presidente do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Rio Grande do Norte (Adurn-Sindicato), Oswaldo Negrão, que falou em nome da Proifes-Federação.

O presidente do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato), professor Flávio Alves da Silva, que acompanha as manifestações em Brasília, lembrou que, além de retirar direitos, a reforma administrativa também pode prejudicar as camadas mais pobres da população. “Todos que dependem de serviços públicos nas áreas de saúde, educação e segurança, por exemplo, sofrerão os impactos dessa proposta. Portanto, é preciso pressionar os parlamentares para que votem contra a proposta”, destacou.

Retrocesso
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/20 pode provocar retrocessos que devem ser sentidos por toda a população. A reforma quer reduzir a importância do Estado, por meio da privatização de serviços básicos oferecidos à população. Para os servidores, além de ameaças à estabilidade, a PEC também pode resultar em perseguições e retirada de direitos conquistados ao longo das últimas décadas.

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