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Ampliação de políticas sociais passa pelo fim do teto de gastos

Publicado em 22 de Outubro de 2021 Por ADURN Sindicato
Ampliação de políticas sociais passa pelo fim do teto de gastos

Segundo diretor do Dieese, é possível garantir renda e maior proteção social à população taxando grandes fortunas

Bolsa Família
Na última quarta-feira (20), as centrais sindicais publicaram uma nota pedindo a ampliação do Bolsa Família, a revisão do chamado Teto de Gastos (Emenda 95) e outras medidas de proteção social (Foto: Alina Souza)
 

São Paulo – Enquanto o governo Bolsonaro não define o formato exato e o alcance do Auxílio Brasil, programa que deve substituir o Bolsa Família, mas que esbarra entre outros fatores, no teto de gastos. O diretor adjunto do Dieese, José Silvestre, alerta que o limite fiscal do país precisa ser revisto para que a população seja contemplada por novas políticas públicas.

Ontem (20), as centrais sindicais publicaram nota pedindo a ampliação do Bolsa Família, a revisão do teto de gastos e a promoção de outras medidas de proteção social e de estímulo à geração de empregos. “É preciso furar o teto de gastos. Essa regra vai até 2026 e não dá para mantê-la em meio ao caos da pandemia. Estamos num momento em que precisa dos recursos do Estado para fomentar e bancar políticas públicas, como o Auxílio Brasil”, afirma Silvestre, em entrevista a Glauco Faria, no Jornal Brasil Atual desta quinta-feira (21).

Fonte de renda

O economista do Dieese lembra ainda que o Auxílio Brasil é uma incerteza, pois o governo Bolsonaro não detalhou como será a execução do projeto. Diante do limite orçamentário, Silvestre afirma que uma tributação sobre os milionários ajudaria no financiamento de medidas de proteção social.

“As centrais não só pedem o auxílio como também mostram a fonte de recursos, por meio da taxação de grandes fortunas e lucros e dividendos. A partir disso, seria possível dar um auxílio de R$ 600 por família. Isso amenizaria o desespero da população. Não sabemos detalhes do projeto Auxílio Brasil, só dizem que passaria de 14,6 milhões de beneficiários para 17 milhões. Isto é menor do que o alcance do auxílio emergencial que ajudou mais de 67 milhões de brasileiros”, explica.

Ele lamenta ainda que o projeto apresentado pelo Executivo tenha duração prevista até dezembro de 2022. “Estes novos valores apresentados pelo governo federal possuem prazo de 14 meses. O Bolsa Família é um programa bem estruturado e com ótimos resultados, criar um programa com prazo limite tem uma conotação eleitoral”, alerta.

Fonte: Rede Brasil Atual

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