Explorar
Menu
Pesquisa
Associado

Menu

Pesquisa

OPINIÃO: Onze perguntas antes de escolher o próximo reitor da UFRN

Publicado em 09 de Setembro de 2026 Por ADURN Sindicato
OPINIÃO: Onze perguntas antes de escolher o próximo reitor da UFRN

Por Ivonildo Rêgo, diretor Geral do Instituto Metrópole Digital, docente e ex-Reitor da UFRN


A comunidade acadêmica da UFRN escolherá seu novo reitor no mês de novembro. Em processos como esse, o debate costuma concentrar-se nos candidatos, nas alianças que constroem e nas propostas que apresentam. Tudo isso é importante. Talvez seja ainda mais proveitoso, porém, refletir sobre as perguntas que cada eleitor deveria fazer antes de decidir seu voto.

Na universidade, aprendemos que toda boa pesquisa começa por uma boa pergunta. É ela que delimita o problema, orienta a investigação e ajuda a definir os caminhos da busca pelo conhecimento. Uma questão bem formulada não antecipa conclusões; amplia a compreensão sobre o que realmente está em jogo. Talvez o mesmo princípio deva orientar a escolha de quem dirigirá a instituição nos próximos anos. É esse o propósito desta série de artigos, intitulada “UFRN diante dos desafios do século 21”, que se inicia hoje: propor perguntas que ajudem a comunidade universitária a refletir sobre a liderança que conduzirá a UFRN em um período de profundas transformações científicas, tecnológicas e sociais.

A primeira delas é inevitável: o candidato compreende o impacto que a Inteligência Artificial e a transformação digital terão sobre o ensino, a pesquisa, a extensão, a inovação e a própria gestão universitária? Não se trata apenas de utilizar novas tecnologias. Será necessário incorporá-las de forma crítica, ética e responsável, preparando estudantes, professores e técnicos para uma nova realidade.

A segunda pergunta diz respeito à formação dos estudantes. O projeto apresentado prepara os alunos para profissões que já conhecemos ou para um futuro em que muitas carreiras ainda nem existem? A velocidade das mudanças exige currículos mais flexíveis, aprendizagem ao longo da vida e capacidade permanente de adaptação.

A terceira trata da inovação. O candidato compreende que produzir conhecimento continua sendo essencial, mas que a universidade também precisa ampliar sua capacidade de transformá-lo em soluções para a sociedade? Inovação, empreendedorismo, transferência de tecnologia e interação com governos, empresas e organizações sociais não diminuem a missão da universidade; ao contrário, ampliam seu impacto.

Por fim, uma quarta pergunta merece atenção especial. Como a universidade poderá contribuir ainda mais para o desenvolvimento econômico, social, científico e cultural do Rio Grande do Norte? A UFRN já exerce um papel decisivo em praticamente todas essas áreas. O desafio, agora, é ampliar esse protagonismo, fortalecendo sua capacidade de responder às demandas de uma sociedade em rápida transformação.

No próximo artigo desta série, a reflexão continuará a partir de outra questão essencial: como construir uma universidade inovadora sem abrir mão da responsabilidade institucional e da excelência da gestão? Até lá!

O ADURN-Sindicato reforça que cada texto publicado é de inteira responsabilidade do autor!

Compartilhar: