Em Brasília, movimentos sindicais intensificam pressão contra a reforma administrativa

Publicado em 27 de outubro de 2021 às 09h18min

Tag(s): Reforma Administrativa



Representantes do Adufg-Sindicato e da Proifes-Federação integram protestos contra a proposta do Governo Federal

A pressão para que os deputados federais votem contra a reforma administrativa do governo Bolsonaro continua em Brasília. Nesta terça-feira (26/10), servidores públicos de todo o Brasil se reuniram no Aeroporto Internacional e no Anexo II da Câmara dos Deputados para protestar contra a PEC 32/20, que representa a destruição dos serviços públicos oferecidos à população. Representantes do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato) e da Proifes-Federação marcaram presença no protesto.

“Nossa luta contra os retrocessos da reforma administrava é constante. Mais uma vez, nos reunimos em Brasília para defender os direitos dos servidores públicos e da sociedade em geral. A aprovação da PEC representaria um enorme prejuízo para todos nós, por isso, vamos continuar pressionando nossos deputados a votarem contra a proposta”, diz o presidente do Adufg-Sindicato, professor Flávio Alves da Silva.

Além dele, pela entidade, estão presentes nas atividades o diretor de Assuntos Interinstitucionais, professor Luís Antônio Serrão Contim, e os professores sindicalizados Marley Apolinário Saraiva (Universidade Federal de Goiás) e Luciana Silva Rocha Contim (Universidade Federal de Jataí). Os protestos continuarão sendo realizados ao longo desta semana.

Votação

A pressão se faz em um momento oportuno, já que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse ao deputado Tiago Mitraud (Novo-MG) que a proposta continua “no radar” e deve ser colocada em votação nas próximas semanas.

Tiago Mitraud, que preside a Frente Parlamentar da Reforma Administrativa e defende o texto aprovado pela comissão especial, considera difícil, mas perfeitamente possível, obter em plenário os 308 votos necessários para aprovar na Câmara a PEC) 32.

Entre as medidas mais duras da proposta, estão a perda da estabilidade e outros direitos históricos dos servidores. A reforma também pode abrir caminho para a terceirização de serviços públicos, o que trará prejuízos, em especial, à população mais pobre, camada que mais depende de áreas, como saúde, educação e segurança pública.

Fonte: Adufg-Sindicato

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