ADURN Sindicato realiza série de ações contra a PEC 32

Publicado em 03 de novembro de 2021 às 09h49min

Tag(s): Reforma Administrativa



Foto: ADURN Sindicato

Nas últimas semanas, em Brasília - DF, o ADURN Sindicato vem realizando uma série de protestos, contra a PEC 32, que consiste em fazer a recepção dos parlamentares no aeroporto e as atividades que estão sendo articuladas pelo conjunto de entidades representativas em todo o Brasil, entre outras ações.
 
De acordo com o presidente da ADURN, Oswaldo Negrão, estão sendo realizadas mobilizações e passeatas contra a PEC 32. “Temos feito mobilizações no plano piloto, passeatas e visitas aos congressistas. Adentramos o parlamento e temos feito o trabalho corpo a corpo também, tendo em vista que é um debate necessário para que os parlamentares explicitem o posicionamento em relação a PEC 32. Aqui no RN conseguimos reverter 2 votos de parlamentares e temos dialogado com toda a banca, da mesma forma nos demais Estados, e o resultado tem sido bastante positivo”, frisou o dirigente.
 
A PEC 32 é considerada um risco, não só para o funcionalismo público, mas para toda a população brasileira, no sentido de que traz várias fragilidades e inseguranças que estavam garantidas na constituição federal. “Essa proposta de emenda simplesmente traz vários retrocessos à própria constituição federal”, destacou Oswaldo Negrão.
 
Os riscos trazidos pela PEC 32 também tem desdobramentos para a população, tendo em vista que a ideia é privatizar os serviços oferecidos hoje pelo Estado, principalmente a população mais empobrecida que usa os serviços públicos, como saúde e educação.
 
O grande desafio é a respeito das universidades. Segundo Oswaldo Negrão, os orçamentos federais, ano a ano, vêm declinando. “Desde 2015 que o orçamento vem diminuindo, mas a partir de 2019 que a queda foi brusca. Temos pedido em média 18% dos investimentos, mas vem sempre diminuindo”, completou o presidente da ADURN.
 
Com a porcentagem cada vez menor para investimentos, as ações de ensino de pesquisa e extensão se tornam inviáveis. “A gente vê um ataque sistemático ao Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação. No último edital da CAPES há um risco sério de o programa de pós-graduação não ser executado por não ter recursos para o pagamento de bolsa dos pesquisadores brasileiros”, completou. 
 
O atual ministro da economia, Paulo Guedes, retirou 92% dos recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Ressalta-se que cerca de 95% das pesquisas científicas brasileiras acontecem nas academias, nos programas de pós-graduação e nos centros de pesquisas das universidades públicas. “O que temos visto é um desserviço. A nossa preocupação é muito séria e relevante, temos ampliado os debates e participando de diversas ações para reverter a situação”, afirmou Oswaldo Negrão.
 
Fonte: Potiguar Notícias
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