Ministros da Educação nos governos Lula, Dilma e Temer denunciam crise profunda no Inep e Enem sob ameaça

Publicado em 22 de novembro de 2021 às 09h26min

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Os seis ex-ministros entendem que a permanência da atual gestão do Inep é "insustentável"

247 - Os ministros da Educação nos governos Lula, Dilma e Temer assinaram uma carta para denunciar a mais profunda crise na história do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), em 75 anos de história.

O Inep, respnsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), é  "o mais importante produtor de evidências sobre a educação brasileira", e, para os ex-ministros, está sob "ameaça".

Segundo os ex-ministros, a permanência da atual gestão do Inep é "insustentável".

Segue a íntegra da carta, divulgada por Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo: 

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), o mais importante produtor de evidências sobre a educação brasileira, está sob ameaça.

Nos quase 85 anos de existência jamais vimos na instituição uma crise tão profunda, ainda mais às portas da realização do mais importante instrumento de acesso ao ensino superior, que é o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Quando o Inep é ameaçado, perde-se o efeito de "Estado", nas políticas educacionais, e fica-se apenas em questões superficiais, como as interferências ideológicas opostas ao caráter técnico. Com as evidências é que surgem políticas educacionais para quem importa: os estudantes.

O Inep consolidou-se como uma instituição respeitada nacional e internacionalmente, com uma reputação construída em decorrência da qualidade e confiabilidade das informações educacionais que produz, sistematiza e publiciza, ao longo da sua história. É uma Autarquia que exerce funções próprias de órgãos de Estado.

Para o bem da sociedade brasileira, o Inep precisa não só ser preservado e fortalecido, mas também obter sua autonomia e independência técnica em relação ao Governo Federal. E a maior prova é o momento de ataque que a instituição passa no momento.

Fonte: Brasil 247

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