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Proposta de Reforma Administrativa não deve evoluir em 2022

Publicado em 11 de Janeiro de 2022 Por ADURN Sindicato
Proposta de Reforma Administrativa não deve evoluir em 2022

Em ano eleitoral as principais pautas de reformas neoliberais do governo travaram. Por isso, o governo de Jair Bolsonaro deve terminar sem conseguir aprovar grandes reformas. É o que diz pesquisa realizada pelo site Congresso em Foco feita entre 16 de novembro e 10 de dezembro de 2021. O levantamento, realizado pela equipe do portal a cada três meses, ouviu 66 parlamentares, entre deputados e senadores – lideranças dentro do Congresso.

O chamado Painel do Poder pede para que os entrevistados atribuam notas entre 1 e 5 quanto às chances das medidas avançarem, sendo 1 muito baixas e 5 muito altas. Para a PEC 32 a média passou de 2,76 em setembro para 1,89 em dezembro. Já para a reforma tributária ampla, a queda foi menor: foi de 2,46 para 2,3.

Depois de ser aprovada em Comissão Especial na Câmara em setembro, o texto da Reforma Administrativa não avançou mais. A Reforma Tributária (PEC 110/2019) sequer chegou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Outras medidas reformistas neoliberais também ficaram penduradas: a privatização dos Correios e a Reforma no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), órgão que fiscaliza atuação do Ministério Público Federal. 

Falta de convergência

De acordo com o portal, a queda nas chances de aprovação das matérias se dá pelo fato de que os parlamentares não acreditam que as reformas vão realmente diminuir privilégios ou melhorar arrecadação. Daí o fato de não acreditarem que valha a pena fazer uma modificação aprofundada das regras para o funcionalismo. Se não há mudança no foco do problema, a atual proposta de reforma não serve.

Conforme o levantamento, 39,9% dos parlamentares que foram ouvidos discordam totalmente da hipótese de que a PEC 32 corrige privilégios que ainda existem na esfera pública. 30,30% discordam parcialmente. Somente 12,12% concordam parcialmente e nenhum parlamentar concordou plenamente com a hipótese. 13,64% se declararam indiferentes.

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Fonte: Congresso em Foco

Em entrevista ao Correio Braziliense, o vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (sem partido), declarou que o clima da Casa mudou - em 2029 era reformista e hoje não é mais. "O problema é que não existe reforma. O Bolsonaro é contra a reforma administrativa. E a reforma tributária não existe. Estamos aqui, né? Querer votar não faz diferença. Não tem o que votar. Acredito que as pautas que devem ser votadas são pautas secundárias'', afirmou ao jornal.

Fonte: Sindiedutec

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