"Bolsonaro tentou golpe contra a UFG", avalia presidente do Adufg-Sindicato sobre intervenção em nomeação de nova reitora
"Angeita é uma professora respeitada, que acabou sendo encurralada. Não queremos que ela abra mão para que governo indique um reitor interventor alinhado ao bolsonarismo", afirma Flávio Alves da Silva

Segundo o presidente do Adufg, a comunidade acadêmica trabalha com a perspectiva de que Angelita aceite o cargo. “É uma professora muito respeitada que acabou sendo encurralada. Não queremos que ela abra mão para o governo indicar um reitor interventor alinhado ao bolsonarismo”, declarou Flávio.
Para a professora Sandramara, o ato do governo é revoltante. “É uma decisão que nos causa muita perplexidade. Esperávamos que a autonomia universitária fosse respeitada”. A posição da docente é compartilhada pelo ex-reitor da UFG, professor Edward Madureira. “É um ato covarde e mesquinho, que se soma a outros ataques à educação”, avaliou.
Ainda na terça-feira, o Adufg-Sindicato e outras sete entidades ligadas à comunidade acadêmica divulgaram nota de repúdio contra a intervenção do presidente na nomeação da nova reitora da universidade. “Ato despreza a autonomia universitária e pode provocar instabilidade na instituição de ensino. Bolsonaro desrespeitou a escolha da comunidade acadêmica, assim como desrespeita o povo brasileiro diariamente, com sua política desastrosa na educação, saúde, economia, meio ambiente e ciência”, declararam as entidades no texto.
Fonte: ADUFG