Dia Nacional do Aposentado: seguir na resistência por direitos e mais respeito
Neste 24 de janeiro se comemora o Dia Nacional do Aposentado. A data marca os 99 anos de assinatura da Lei Eloy Chaves, precursora da Previdência Social brasileira, em 1923. Em 1988, outro passo foi dado com a promulgação da atual Constituição Federal que estabeleceu um conjunto mais amplo da seguridade social.
Assim, o ADURN-Sindicato presta sua homenagem a todos os professores e professoras que dedicaram várias décadas de suas vidas em favor da educação. Na UFRN, isso se traduz em milhares de aulas, desenvolvimentos de projeto de pesquisa e extensão realizados pelos docentes, com respeito ao serviço público e na defesa da educação de qualidade.
Mas, próximo ao centenário da primeira lei que instituiu os direitos dos aposentados, o cenário ainda é de luta constante. Se a proposta de Reforma da Previdência de Michel Temer conseguiu ser derrotada graças às mobilizações populares e a articulação dos sindicatos e movimentos sociais. Bolsonaro e Paulo Guedes conseguiram concretizar em 2019 o projeto de esvaziamento das garantias sociais.
As tentativas de destruição e de ataques aos aposentados têm conduzido o Brasil a um patamar de incertezas no futuro dos docentes e demais servidores. Patrocinadas pelos governos neoliberais, as contrarreformas criam um cenário de terra arrasada e, como no Chile, obrigam os aposentados a trabalhar até mesmo depois da aposentadoria. Lutar por dignidade para cada aposentado, levando em consideração o pacto intergeracional é fundamental e, portanto, está na ordem do dia do ADURN-Sindicato.