Styvenson retira assinatura para instalação de CPI do MEC

Publicado em 11 de abril de 2022 às 17h54min

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Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
 

Os senadores Styvenson Valentim (Podemos-RN) e Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) decidiram retirar suas assinaturas para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigue irregularidades no Ministério da Educação (MEC).

Enquanto o potiguar não se pronunciou sobre o tema, Oriovisto declarou à imprensa nacional que acreditar que “fatos graves” ocorreram no Ministério, mas “uma CPI tão próxima das eleições acabará em palanque eleitoral”.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) havia conseguido as 27 assinaturas necessárias para protocolar o pedido de instalação da comissão. Com a mudança dos dois parlamentares do Podemos, o documento tem agora 25 assinaturas e não poderá ainda ser protocolado junto à Mesa Diretora do Senado.

Há três dias, na quinta-feira (7), o potiguar participou sessão em que a Comissão de Educação ouviu o presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Marcelo Lopes da Ponte, e entre os questionamentos perguntou sobre o controle de equipamentos comprados pelo Ministério.

Entretanto, concluiu sua fala conformado com a corrupção: “A política é isso mesmo. Governos que vão suceder ou que foram antecessores a esse tinham os privilegiados. E como não participo de uma ala nem de outra, eu tô no limbo. Aqui boiando sem recurso nenhum, só com o que eu tenho”. Disse ainda que talvez reclame porque não teve acesso aos recursos do chamado orçamento secreto. “Eu iria fazer bom uso desse dinheiro”.

Um áudio vazado e publicado pelo jornal Folha de S. Paulo mostra o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro dizendo priorizar repasse de verbas a municípios indicados pelos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, que estariam negociado com prefeituras, ao menos desde janeiro de 2021. Arilton é o mais citado pelos prefeitos que denunciaram o esquema.

Dez prefeitos denunciaram o esquema, que envolvia pedidos de propina de até R$ 40 mil, um quilo de ouro e bíblias com a foto do ministro na capa.

Fonte: Saiba Mais

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