Neste 13 de maio, reafirmamos o combate à discriminação racial e à desigualdade trabalhista que afeta os negros e negras no Brasil

Publicado em 12 de maio de 2022 às 20h57min

Tag(s): Igualdade racial



Ao longo da história o Brasil figurou como o maior território escravagista do Ocidente, e o último da América a proibir, em termos legais, a escravidão. O evento data de 13 de maio de 1888, quando, com a Lei Áurea, mas de 700 mil escravos foram libertos.

Mesmo representando uma grande vitória dos escravos e movimentos abolicionistas, a luta não chegou ao fim com a promulgação da Lei. Isso porque, com a suposta liberdade veio também o desamparo. Nenhum direito ou condições mínimas necessárias para a reintegração social, econômica e política de milhares de africanos foram garantidos pelo Império.

Passados 134 anos desde o ocorrido, seguimos nos deparando com frequentes registros de trabalho análogo à escravidão. Ainda que em outros termos, a cena se repete: de um lado, uma classe abastada, branca, movida por uma lógica neoliberal e desumana; do outro, negros e imigrantes em sua maioria. 

Neste 13 de maio, que observemos a história para entender que o ato não se tratou de um feito humanitário, mas, sim, de uma dura batalha que deixa rastros até os dias atuais. Precisamos remontar ao passado para enfrentar o presente, marcado pelas práticas abusivas de um governo autoritário e avesso ao povo. 

Nós que fazemos o ADURN-Sindicato denunciamos o racismo, o genocídio e os altíssimos índices de desemprego e de trabalho precarizado que atingem fortemente a população negra no Brasil, além da permanência do trabalho análogo à escravidão. Nos juntamos, portanto, a diversas outras entidades sindicais para reafirmar que o combate à discriminação racial e à desigualdade trabalhista que afeta os negros e negras brasileiros precisa ser intensificado, colocado como pauta prioritária em nossos espaços de luta.

ADURN Sindicato
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