PF investiga suposta interferência em operação que prendeu Milton Ribeiro

Publicado em 24 de junho de 2022 às 15h46min

Tag(s): Corrupção MEC



Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

A Polícia Federal investigará uma suposta interferência nas atividades das operações de acesso da ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e pastor ao esquema de tentativa de entrega de verbas do FNDE . 

“Considerando barcos de possível interferência na execução da Operação Acesso Pago e objetivando garantir uma autonomia e independência funcional do Delegado de Polícia Federal, conforme garantia da Lei nº 12.830/2013, informamos que foi determinada a instauração de procedimento apuratório para verificar uma eventual ocorrência de interferência, buscando o total esclarecimento dos fatos”, informou a corporação, em nota divulgada nesta quinta-feira 23. 

A nota não causou, contudo, sob quais circunstâncias possa ter havido uma interferência. 

Segundo apuração da Folha de Paulo, o delegado que conduz como privilegiado, Bruno Calandrini, afirmou em mensagem que apurações foram “prejudicadas” em razão de tratamento do aliado do presidente Jair Bolsonaro e interferência na cúpula da corporação. 

O delegado teria dito que não teve “autonomia desta investigativa para o inquérito caso com independência e segurança institucional”.

“O deslocamento de Milton para a cerimónia PF em SP é demonstração de interferência na condução da investigação, a firma não ter isso autonomia investigativa e administrativa para a investigação policial deste caso com independência e segurança institucional”, trecho diz da mensagem. 

prisão preventiva do ministro e dos pastores apontados como lobistas foi derrubada por uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª região. 

O ex-chefe da Pasta é acusado de defesa, prevaricação administrativa e tráfico de influência.

Os pastores negociaram com os prefeitos a liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação do MEC. Eles teriam ligações com o presidente Jair Bolsonaro, que teria pedido para o ex-ministro que beneficiasse “amigos dos pastores”.  

O ex-capitão, que quando eclodiu o escândalo, disse colocar “a cara no fogo” pelo seu ministro, diz agora que Milton Ribeiro é responsável pelos seus atos e que, na se a polícia o prendeu, foi porque tinha motivos para isso.

Fonte: CartaCapital

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