ADURN-Sindicato debate os cortes orçamentários nas instituições federais de ensino em reunião na Assembleia Legislativa do RN

Publicado em 07 de julho de 2022 às 14h09min

Tag(s): Cortes na Educação IFRN Orçamento UFRN



Com o objetivo de debater os impactos do recente corte de verbas no orçamento para universidades e institutos públicos federais empreendido pelo Ministério da Educação (MEC), a Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Socioeconômico, Meio Ambiente e Turismo (CECTDSMAT) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte (ALRN) realizou na manhã de hoje (07) uma reunião ordinária sobre o assunto. O presidente do ADURN-Sindicato, Oswaldo Negrão, participou da discussão.

Sob a coordenação do deputado estadual, Hermano Morais, o debate contou ainda com a participação do deputado estadual, Francisco do PT, do reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), José Daniel Diniz Melo, do reitor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), José Arnóbio de Araújo Filho, da presidenta da Associação dos Técnicos de Nível Superior da UFRN, Maria Coeli, e da coordenadora Geral do Sintest, Maria Aparecida Dantas de Araújo.

Durante a atividade, os reitores da UFRN e do IFRN traçaram um panorama da atual situação orçamentária das instituições. As falas de ambos os dirigentes expressaram profunda preocupação. “Não há como a universidade assegurar o pagamento de compromissos básicos, como a conta de energia”, disse José Daniel ao explicar que a universidade já acumula 23 milhões 716 mil e 661 reais em perdas no orçamento somente este ano. O reitor da UFRN foi enfático: “o único caminho que temos é o de reverter essa situação, de reverter os cortes orçamentários”.

No IFRN a situação não é diferente, segundo José Arnóbio, no ano de 2022 a rede de institutos perdeu recursos na casa dos R$184 milhões. O reitor defendeu que “Educação tem que ser a bandeira de desenvolvimento do país independente de partido. Tem que ser a pauta de transformação social. Todos os países do mundo que conseguiram sair do caos investiram na educação, e a gente? vai continuar seguindo na contramão da história?”, questionou o reitor.

O deputado estadual, Francisco do PT, ressaltou que esse comportamento de destruição e perseguição à educação e à cultura é uma característica da atual gestão federal e o presidente do ADURN-Sindicato, Oswaldo Negrão, lembrou que a perda contínua de investimentos tem como base a Emenda Constitucional 95. “Nós precisamos pensar de forma articulada na estruturação de uma comissão de organização das nossas bancadas parlamentares. Os legislativos estadual e federal precisam trabalhar de forma articulada e convergente em benefício das instituições e do próprio estado do Rio Grande do Norte”, sugeriu Negrão. 

A presidenta da ATENS/UFRN, Maria Coeli, lamentou que os servidores públicos tenham sido usados como justificativa para o corte orçamentário, quando ainda existia a proposta de reajuste salarial de 5% para os servidores federais. “Não temos reajuste nenhum e o servidor ainda está servindo de bode expiatório”, afirmou com indiginação a dirigente. Já a coordenadora geral do Sintest, Maria Aparecida, falou sobre a importância da discussão para chamar a atenção da sociedade para o que está acontecendo nas instituições federais de ensino. 

O deputado estadual, Hermano Morais, afirmou que a preocupação trazida pelos dirigentes já era do seu conhecimento, mas que os relatos trazidos o deixaram ainda mais perplexo diante da falta de compromisso do atual Governo Federal com a educação do país. 

A reunião completa pode ser assistida no canal do YouTube da Assembleia Legislativa do RN. Veja o vídeo abaixo:

ADURN Sindicato
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