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ADURN-Sindicato
Publicado em 08 de janeiro de 2026 às 08h50min
Tag(s): Nota Orçamento Universidades Federais
O final de dezembro de 2025 foi marcado por mais um duro golpe contra a educação pública brasileira. Durante a tramitação da Lei Orçamentária Anual de 2026, o Congresso Nacional aprovou um corte de quase 500 milhões de reais no orçamento das universidades federais, aprofundando um cenário que já vinha sendo de estrangulamento financeiro das instituições de ensino superior.
A decisão parlamentar reduziu em mais de 7% os recursos discricionários das 69 universidades federais do país. Trata-se do orçamento que garante o funcionamento cotidiano das instituições, como pagamento de energia elétrica, água, contratos de terceirização, manutenção predial, bolsas acadêmicas, atividades de pesquisa e ações de extensão. Não se trata de uma projeção distante, é dinheiro que sustenta a universidade aberta, funcionando e acessível.
Ao impor essa redução, o Congresso reafirma uma postura recorrente de desvalorização da educação pública e da ciência. Em vez de tratar as universidades como espaços estratégicos para o desenvolvimento social, científico e econômico do país, opta-se por sacrificá-las em nome de interesses particulares que pouco dialogam com as necessidades da maioria da população brasileira.
Um dos pontos mais graves desse corte recai sobre a assistência estudantil. Aproximadamente 100 milhões de reais foram retirados desse ponto em nível nacional, comprometendo diretamente a Política Nacional de Assistência Estudantil. Na prática, isso significa colocar em risco a permanência de milhares de estudantes em situação de vulnerabilidade, muitos deles os primeiros de suas famílias a chegar à universidade.
Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o impacto é concreto e preocupante. O orçamento de custeio aprovado para 2026 sofreu uma redução superior a 14 milhões de reais em relação ao valor inicialmente previsto, tornando-se menor inclusive que o orçamento executado em 2025. A assistência estudantil na UFRN também foi afetada, com um corte superior a 7%, agravando uma situação que já exigiu complementações emergenciais neste último ano.
Esses números não podem ser naturalizados. Cortar recursos das universidades significa fragilizar a produção científica, limitar projetos de pesquisa, comprometer a formação de profissionais qualificados e reduzir o alcance das ações de extensão que impactam diretamente a sociedade. É um ataque que afeta não apenas docentes, técnicos e estudantes, mas toda a população que depende do conhecimento produzido nas instituições públicas.
O ADURN-Sindicato denuncia que essa decisão é política e tem responsáveis claros. Foi o Congresso inimigo do povo quem promoveu o corte, ignorando alertas de reitores, entidades científicas e organizações sindicais sobre as consequências desse desfinanciamento. Ao agir assim, o Parlamento se afasta de seu papel constitucional de garantir direitos e fortalecer políticas públicas estruturantes.
Diante desse cenário, o ADURN-Sindicato reafirma a necessidade de mobilização permanente em defesa das universidades federais. Defender orçamento é defender acesso, permanência, ciência, soberania e justiça social. Não haverá projeto de país possível enquanto a educação pública seguir sendo tratada como despesa a ser reduzida e não como investimento estratégico para o Brasil.