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8 de Julho: Ciência se faz com dignidade e orçamento permanente

Publicado em 08 de Julho de 2026 Por ADURN Sindicato

O Dia Nacional da Ciência, do Pesquisador e da Pesquisadora representa um momento de celebração da inteligência, da soberania e do avanço social. No Rio Grande do Norte, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte se destaca como o grande motor desse desenvolvimento, transformando investimentos públicos em soluções reais para a população. Contudo, para o ADURN-Sindicato, a data não pode ser reduzida apenas a celebração.

Passamos por anos de desmonte profundo e, mesmo com a mudança de postura do governo federal, a estabilidade financeira para a pesquisa ainda está longe de ser uma realidade garantida. A ciência nacional continua refém de uma montanha-russa orçamentária que inviabiliza o planejamento de longo prazo e sufoca os laboratórios.

Diante dos estragos no orçamento e da pressão das entidades científicas e sindicais, o governo federal editou portarias para recompor parte do que foi perdido nos últimos anos. Foram devolvidos 977 milhões de reais para a educação, dos quais 230 milhões foram destinados à Capes para garantir a continuidade de bolsas. O CNPq também recebeu um suplemento de 186 milhões de reais.

Embora o sindicato reconheça a sensibilidade do Executivo em apagar esse incêndio, a política de remendos orçamentários não resolve o problema estrutural. As próprias instituições federais admitem que os valores devolvidos são insuficientes para dar tranquilidade e previsibilidade ao sistema nacional de pesquisa. Não é possível fazer ciência de ponta dependendo de repasses emergenciais para que os(as) pesquisadores(as) saibam se terão sustento no mês seguinte.

A bolsa de pesquisa não é uma esmola ou um favor, mas sim o salário de profissionais qualificados(as) que dedicam suas vidas ao desenvolvimento do país. Quando o Congresso corta esses recursos, ele sabota a soberania nacional e empurra os nossos melhores cérebros para fora do Brasil. O ADURN-Sindicato reafirma que a defesa da ciência passa obrigatoriamente pela garantia de um financiamento permanente, reajuste dignos e blindagem definitiva dos fundos de fomento.

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