26 de agosto: Dia Internacional da Igualdade Feminina
Inspirado na conquista do voto feminino nos Estados Unidos em 1920, o Dia Internacional da Igualdade Feminina é encarado por nós como lembrete de que a busca por direitos iguais, remuneração equivalente e uma vida livre de violência permanece inconclusa em diversas instâncias da sociedade.
A distância entre o que está previsto na lei e a vida real é sentida todos os dias por mulheres que equilibram múltiplas jornadas e ainda esbarram em limitações silenciosas quando tentam chegar a posições de liderança. Debater equidade de gênero, portanto, trata-se de uma condição básica para a própria democracia. E esse padrão se reflete na universidade, onde, apesar de representarem a maioria nos cursos e na produção de conhecimento do país, as mulheres enfrentam caminhos muito mais acidentados para atingir o topo da carreira acadêmica.
Na UFRN, por exemplo, a maternidade ainda pesa desproporcionalmente no cotidiano das professoras e alunas, afetando o acesso a bolsas de pesquisa até a pontuação para progressão funcional. Ao mesmo tempo, recai sobre as docentes uma fatia pesada do trabalho de gestão e extensão, atividades fundamentais para manter a instituição funcionando, mas que pouco contam na hora da avaliação de desempenho. Tudo isso em uma rotina que cobra um preço alto da saúde mental e exige enfrentamento constante ao machismo e ao assédio.
Para além das barreiras na carreira, é fundamental destacar que a igualdade feminina só será alcançada através do combate direto a todas as formas de violência de gênero: física, psicológica ou patrimonial, assegurando acolhimento e canais efetivos de proteção para que os ambientes de estudo, trabalho e vida secular sejam seguros de fato para todas.
É nesse cenário que o ADURN-Sindicato atua, buscando transformar o debate do 26 de agosto em práticas permanentes no campus. A defesa de salários justos, políticas de apoio à maternidade e à paternidade, ambientes de trabalho adequados e o fim da violência contra a mulher não é uma pauta de data comemorativa, mas um compromisso com a base, lembrando que nenhum direito se consolida sem a participação ativa da comunidade acadêmica.