ADURN apóia luta do Sindjorn

Publicado em 05 de novembro de 2010 às 11h37min

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Após duas rodadas de negociação entre o sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Norte e o empresariado de jornais impressos, rádios e TVs, o Sindjorn estabeleceu um calendário de atividades para reforçar a luta pelo aumento do piso salarial e recebe nesta sexta-feira, 5 de novembro, o apoio de mais um sindicato, a Associação dos Docentes da UFRN.
“A ADURN apóia o movimento considerando que o Estado paga um dos piores pisos do Brasil, de R$ 900, ficando atrás inclusive de estados com menor poder econômico, como é o caso de Alagoas", esclarece o diretor de política sindical da ADURN, Wellington Duarte. Para ele, este é um momento de “se mostrar solidário com uma categoria que, tendo oportunidade, divulga a luta salarial dos outros trabalhadores”.
Nesta quinta (4), o Sindjorn realizou mais uma assembléia para discutir condições de trabalho e chamar a atenção para a luta pela melhoria das condições salariais dos jornalistas. O objetivo é fortalecer o movimento e a participação da categoria na próxima audiência, convocada pelo vereador George Câmara, que acontece na próxima segunda-feira, 8 de novembro, às 14h, na Câmara Municipal de Natal.
“A primeira audiência realizada na Assembléia Legislativa contou com uma fraca participação da categoria. Queremos que desta vez seja diferente, e possamos reunir dezenas de jornalistas à Casa para debater e cobrar melhores salários e condições de trabalho”, ressalta Jan Varela, diretor de Formação do Sindjorn.
O jornalista Jan Varela alega que esta “não é uma afronta aos empregadores”, trata-se de uma luta por maior valorização dos profissionais. Segundo ele, de janeiro a julho, verificou-se um crescimento de aproximadamente 30% na economia das empresas de comunicação do Nordeste, contudo isto não reflete em melhores condições de trabalho.
Somado a desvalorização salarial, pesa a exigência cada vez maior sobre os jornalistas. “Os jornalistas são cobrados a atuarem como profissionais multimídia, estando aptos para desenvolver toda sorte de serviço para diferentes plataformas”, afirma Jan. O jornalismo é ainda a quarta profissão mais estressante do mundo, segundo reportagem publicada pelo site da VEJA em 7 de maio, com níveis semelhantes aos apresentados, por exemplo, em socorristas.
A despeito do desgaste mental, a remuneração para os graduados é semelhante à paga a agentes de saúde que têm o ensino médio como grau de instrução, e recebem na ordem de R$ 800. Em alguns veículos, já foi tentado tirar mesmo os direitos autorais dos jornalistas sobre o conteúdo produzido para a empresa. Ao assinar o contrato, eles deveriam ceder os direitos sobre fotos e textos ao veículo, para que este pudesse fazer uso posterior do material.
De acordo com Jan, a proposta negociada pelo Sindjorn junto à Delegacia Regional do Trabalho (DRT) é de que o piso salarial passe a R$ 1.500. Ele diz que ainda está sendo reivindicado auxílio alimentação no valor de R$ 220 para a categoria.
Contudo, na segunda rodada de negociações, os empregadores apresentaram contrapropostas para as reivindicações, e propuseram acabar com piso salarial, podendo as empresas contratar jornalista com valores diferenciados, inclusive abaixo dos atuais R$ 900,00, reajuste de 3,50%, proposta que para o sindicato não repõe nem a inflação do período, fim do anuênio e das diárias, e defendem que o acordo tenha validade de dois anos, sendo renegociado apenas em 2012.
O Sindjorn pede à categoria que compareça, divulgue e procure levar mais pessoas para participar também. O sindicato solicita que todos os profissionais procurem ir de preto ou ostentando uma fitinha de luto no peito, que pode ser adquirida na sede do sindicato, na Rua Felipe Camarão, 385, no bairro de Cidade Alta.

 

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