6º Congresso Mundial da IE tem início na África do Sul

Publicado em 22 de julho de 2011 às 16h08min

Tag(s): CNTE



Começou oficialmente hoje (22) o 6º Congresso Mundial do maior sindicato de professores do planeta. Com trinta milhões de filiados, a Internacional da Educação escolheu a Cidade do Cabo, na África do Sul, para sediar o encontro. Durante cinco dias, os cerca de dois mil participantes, de mais de 154 países, vão aprofundar o debate sobre como atuar na defesa da educação de qualidade em meio à crise econômica internacional. O tema escolhido para este Congresso foi “Construindo o futuro através da educação de qualidade”.
Música, dança e poesia
O Congresso da IE cedeu espaço às artes. Ao longo do acesso ao auditório principal, no centro de Convenções da Cidade do Cabo, professores sindicalistas e convidados eram impactados com a performance de bailarinos mascarados que, do alto dos tablados, faziam suaves movimentos ao som de violinos.
Após ouvir o hino nacional da África do Sul, a plateia assistiu a uma linda recitação de poesia, seguida da apresentação da cantora Glenda Jones acompanhada do coral de estudantes. A emoção tomou conta do auditório lotado. Em meio às apresentações, imagens de Nelson Mandela, da África e de crianças africanas eram exibidas no telão.
“Ataque contra a educação pública é um ataque contra a democracia”
A presidente da IE, Susan Hopgood, abriu o Congresso fazendo duras críticas à falta de vontade política dos governos para a melhoria da educação pública. Susan, em seu discurso, considerou um ataque à educação pública a iniciativa de muitos países na mercantilização da educação ao focalizar o setor privado, sob o pretexto do cumprimento dos oito objetivos do milênio, pactuados no ano 2000, pela Organização da Nações Unidas (ONU).
“Em um mundo globalizado, devemos estar unidos, compartilhando experiências estratégicas para alcançar êxitos”, disse Susan. Ela acrescentou que a IE defende a educação como um instrumento de erradicação da pobreza. “A segunda década do século XXI viu que o mundo continua enfrentando crises múltiplas exacerbadas pelas mudanças climáticas e crise econômica, como a Aids, mortalidade infantil e materna. A IE deve contribuir enfrentando os governos que não consideram a educação prioridade, com mobilização, em nível local, nacional e mundial”, destacou Susan.
Autoridades da África do Sul, Unesco, OIT e presidentes de sindicatos de educação locais prestigiaram a abertura do Congresso. Em seus discursos, todos destacaram o papel da IE na construção da educação de qualidade.
Kgalema Motlanthe, ex-presidente e atual vice-presidente da África do Sul, também sindicalista, disse que a educação é prioridade nacional em seu país e que existe uma campanha de aprendizagem, que partiu de uma iniciativa conjunta do governo sul-africano com os sindicatos da educação. O vice-presidente conclamou o comprometimento de todos pela formação de professores.
Frases que marcaram os discursos:
“A educação é um bem público comum.”
“A África deve deixar de ser consumidora de conhecimento e passar a ser produtora de conhecimento.”
“Apesar das desigualdades socioeconômicas, as experiências de outros países podem ser aproveitadas.”
“Os sindicatos devem ganhar a confiança dos jovens, pois eles são o futuro do movimento sindical.”
africa_aberturaComeçou oficialmente hoje (22) o 6º Congresso Mundial do maior sindicato de professores do planeta. Com trinta milhões de filiados, a Internacional da Educação escolheu a Cidade do Cabo, na África do Sul, para sediar o encontro. Durante cinco dias, os cerca de dois mil participantes, de mais de 154 países, vão aprofundar o debate sobre como atuar na defesa da educação de qualidade em meio à crise econômica internacional. O tema escolhido para este Congresso foi “Construindo o futuro através da educação de qualidade”.
Música, dança e poesia
O Congresso da IE cedeu espaço às artes. Ao longo do acesso ao auditório principal, no centro de Convenções da Cidade do Cabo, professores sindicalistas e convidados eram impactados com a performance de bailarinos mascarados que, do alto dos tablados, faziam suaves movimentos ao som de violinos.
Após ouvir o hino nacional da África do Sul, a plateia assistiu a uma linda recitação de poesia, seguida da apresentação da cantora Glenda Jones acompanhada do coral de estudantes. A emoção tomou conta do auditório lotado. Em meio às apresentações, imagens de Nelson Mandela, da África e de crianças africanas eram exibidas no telão.
“Ataque contra a educação pública é um ataque contra a democracia”
A presidente da IE, Susan Hopgood, abriu o Congresso fazendo duras críticas à falta de vontade política dos governos para a melhoria da educação pública. Susan, em seu discurso, considerou um ataque à educação pública a iniciativa de muitos países na mercantilização da educação ao focalizar o setor privado, sob o pretexto do cumprimento dos oito objetivos do milênio, pactuados no ano 2000, pela Organização da Nações Unidas (ONU).
africa_mandela“Em um mundo globalizado, devemos estar unidos, compartilhando experiências estratégicas para alcançar êxitos”, disse Susan. Ela acrescentou que a IE defende a educação como um instrumento de erradicação da pobreza. “A segunda década do século XXI viu que o mundo continua enfrentando crises múltiplas exacerbadas pelas mudanças climáticas e crise econômica, como a Aids, mortalidade infantil e materna. A IE deve contribuir enfrentando os governos que não consideram a educação prioridade, com mobilização, em nível local, nacional e mundial”, destacou Susan.
Autoridades da África do Sul, Unesco, OIT e presidentes de sindicatos de educação locais prestigiaram a abertura do Congresso. Em seus discursos, todos destacaram o papel da IE na construção da educação de qualidade.
Kgalema Motlanthe, ex-presidente e atual vice-presidente da África do Sul, também sindicalista, disse que a educação é prioridade nacional em seu país e que existe uma campanha de aprendizagem, que partiu de uma iniciativa conjunta do governo sul-africano com os sindicatos da educação. O vice-presidente conclamou o comprometimento de todos pela formação de professores.
Frases que marcaram os discursos:
“A educação é um bem público comum.”
“A África deve deixar de ser consumidora de conhecimento e passar a ser produtora de conhecimento.”
“Apesar das desigualdades socioeconômicas, as experiências de outros países podem ser aproveitadas.”
“Os sindicatos devem ganhar a confiança dos jovens, pois eles são o futuro do movimento sindical.”
O Congresso da IE é a maior instância de decisão da Internacional da Educação. Durante o evento, são aprovadas as políticas, planos de ação e os programas da organização. Também são eleitos os membros do Conselho e da Direção Executiva da entidade para os quatro anos seguintes. Neste 6º Congresso terão direito a voto cerca de 1600 delegados representando as 345 entidades filiadas à IE.
Memória
Os congressos da IE acontecem a cada quatro anos e a organização escolhe um continente diferente para realizá-lo. Em 2004, o 4º Congresso aconteceu na América do Sul e o Brasil foi o país anfitrião.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação apoiou a organização do evento realizado em Porto Alegre. Nesse congresso, a CNTE passou a ocupar um espaço importante na IE. A então presidente da CNTE, Jucara Dutra Vieira, foi eleita para o cargo de vice-presidente mundial da IE.
A presença do presidente Lula na abertura do Congresso causou frisson entre os sindicalistas do mundo inteiro, pois era a primeira vez que um chefe de estado participava de um evento da IE.
Juçara foi reconduzida ao cargo em 2007, no 5º congresso realizado em Berlim, na Alemanha, e agora, pela segunda vez consecutiva, concorre à reeleição.
(CNTE, 22/07/2011)

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