Uma vida em duas vertentes: a história e o teatro

Uma vida em duas vertentes: a história e o teatro

Entrevista em 27 de setembro de 2011

Natural da cidade de Itajaí, no estado de Santa Catarina, Lourival Andrade Júnior costuma dizer que tem uma vida em duas vertentes: a história e o teatro. Segundo ele, foi a paixão pelo teatro que o motivou a fazer o curso de história: “Fui fazer história para entender porque determinados autores escreviam em determinados momentos sobre determinados assuntos”. Mas, aos 45 anos – 17 deles dedicados a vida acadêmica – o professor admite que hoje sua maior paixão é pelo estudo da História.
Atual Coordenador do curso de História do CERES – Caicó, Lourival graduou-se em História pela Universidade do Vale do Itajaí, em 1993 e no ano seguinte já ingressou na especialização em teatro pela Faculdade de Artes do Estado do Paraná. Em 2000, tornou-se mestre em História Cultural pela Universidade Federal de Santa Catarina. No mestrado trabalhou com o circo-teatro, melodrama e suas estratégias para sobreviver no Brasil nas décadas de 60, 70 e 80. Nessa época, entrou em contato com os ciganos e elaborou, oito anos mais tarde, sua tese de doutorado em História, Cultura e Sociedade pela Universidade Federal do Paraná, com base no tema dos ciganos associados à religiosidade brasileira.
Ao concluir o doutorado, em julho de 2008, o catarinense saiu em busca de concursos públicos voltados para a área de História Cultural do Brasil. Na época só abriram dois concursos para essa área em todo o país, um em Caicó (CERES) e outro em Brasília (UNB). O professor conta que como já havia passado férias no Rio Grande do Norte e tinha gostado do lugar e até pensado em um dia morar no estado, se interessou pela vaga de Caicó. “Procurei vídeos da cidade no Youtube e, apesar de não ter gostado do que vi, fiz o concurso mesmo assim e fui aprovado. Hoje, gosto muito da cidade e moro aqui com toda minha família”, disse.
Antes de chegar a Caicó, no ano de 2009, Lourival já havia ocupado importantes cargos na região Sul do país. Foi presidente da Associação Nacional de Professores e Diretores de Teatro Universitário, entre os anos de 1992 e 1993, gerente de artes cênicas do estado de Santa Catarina de 1994 a 1995, e superintendente da Fundação Cultural do Itajaí, entre os anos de 2005 e 2008.
Hoje atua como professor e pesquisador da área de História Cultural, trabalhando em projetos de pesquisa nas áreas de Religiosidade popular (especialmente acerca do que chama de “milagreiros de cemitérios” - túmulos de pessoas não santificadas pela igreja que outras pessoas procuram em busca de milagres), artes em geral, artes visuais, teatro e circo e ciganos.
Mas, mesmo com todas as tarefas que a vida acadêmica lhe impõe, Lourival Andrade não deixou sua paixão pelo Teatro, área em que possui formação como ator e diretor. O professor, que já viajou todo o país com espetáculos teatrais, atualmente está em cartaz com o espetáculo: “Carlos Marighella e o chamado de Cangoma”. Ele irá se apresentar no dia 21 de outubro, às 19hs, no auditório da Escola de Musica da UFRN, durante a programação da CIENTEC/2011.
 


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