Sindicato rechaça posição de Mendonça em atribuir dificuldades financeiras das Universidades “à má gestão e politização”

Publicado em 04 de setembro de 2017 às 15h49min

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Neste momento de cortes e contingenciamento orçamentário nas universidades federais, a diretoria do ADURN-Sindicato vem rechaçar as declarações do ministro da Educação, Mendonça Filho, à imprensa, quando atribuiu o atual cenário de dificuldades à “má gestão e politização” nas Instituições.

A perda de recursos de investimentos nas universidades federais vem sendo denunciada pelas próprias Instituições e por diversas entidades ligadas à Educação, a exemplo da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

A semana passada, em nota, o Conselho Pleno da Andifes conclamou “a sociedade a cobrar do governo federal ações emergenciais visando o reequilíbrio orçamentário e financeiro das universidades públicas federais e a recomposição de seus orçamentos no Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2018. Os problemas orçamentários e financeiros vivenciados são agravados, ainda, pela existência da Emenda Constitucional 95 e podem significar não apenas a perda de recursos de investimentos para 2018, mas pelos próximos 20 anos”.

A posição do Sindicato é de defesa da ampliação e desenvolvimento da rede federal de ensino superior. Na última década, vínhamos de um contexto em que o Brasil buscou assegurar recursos para que atingíssemos a meta de ter 20% dos jovens de 18 a 24 anos na universidade até 2020. O cenário que visualizamos agora é de retorno à política de sucateamento das Instituições Federais de Ensino que imperou no país na década de 1990.

O ADURN-Sindicato reafirma a sua posição de defesa da consolidação da expansão universitária federal e de luta contra o desmonte, estagnação e desesperança da Emenda Constitucional 95.

Diretoria do ADURN-Sindicato

ADURN Sindicato
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