Docentes do Norte e Nordeste aprovam Carta de Recife

Publicado em 14 de setembro de 2018 às 10h33min

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A ADUFEPE realizou, nesta quinta-feira (13), o I Encontro Norte e Nordeste de Associações e Sindicatos do Movimento Docente. O evento reuniu treze entidades no auditório da entidade que assinaram a Carta de Recife em Defesa da Universidade Pública. No documento, eles destacam o papel da universidade como propulsora do desenvolvimento regional e denunciam o desmonte destas instituições provocado pelo corte dos gastos e pela Emenda Constitucional (EC) 95. VEJA AQUI

“A Ciência, Tecnologia e Inovação nacional pedem socorro e precisam de ações imediatas na defesa da pesquisa científica brasileira. … Para nós docentes das universidades federais, investir em Ciência e Tecnologia deve ser prioridade para o Brasil”, diz a carta.

Roda de Diálogo

A primeira Roda de Diálogo discutiu Movimento Sindical na atualidade: Norte e Nordeste contra a privatização das Universidade Públicas. Com a participação de Luciene Fernandes (APUB- Sindicato), Arkley Bandeira (SindufMA), Edeson Siqueira (ADUFEPE), Érika Suruagy (ADUFERPE), Francisco Wellington (ADURN Sindicato), Ênio Pontes (ADUFC- Sindicato), Maria do Socorro Pereira (ADUFPI), Jailton Lira (ADUFAL) e Nilton Brandão (Proifes-Federação). Os convidados ampliaram o debate sobre o tema e propuseram alternativas de mobilização que estão no conteúdo da Carta de Recife.

Nas diversas falas dos sindicalistas, alguns pontos foram convergentes, como o reconhecimento dos avanços durante os governos Lula, regressos decorrentes da EC 95, a necessidade de diálogo com a sociedade, o enfrentamento para mobilizar a categoria e as peculiaridades do Norte e do Nordeste.

A professora Luciene Fernandes, da ABUP, relembrou o crescimento da Educação Superior durante os governos Lula e Dilma e as quedas a partir do governo Temer. “Apesar dos avanços, a expansão e extensão ainda não finalizou. Neste cenário de limites financeiros, a universidade corre o risco de voltar a ser burguesa”, prenuncia a sindicalista da UFBA.

O descaso e a falta de financiamento também foram destaque na fala do professor Arkley Bandeira, da UFMA. Lembrando o recente incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro, Arkley cita efeitos do teto dos gastos nas IFES, como a  privatização dos museus universitários.

O professor Ênio Pontes, da UFC, também  denunciou a falta de verbas para a Educação Superior e propôs alternativas, como a criação de fundos de investimentos. A professora Maria do Socorro, da UFPI ressaltou a importância de considerar os diversos contextos e dialogar com os saberes populares.

Mesa Redonda

À tarde, o Financiamento da Universidade pública foi o tema principal e contou com a participação dos professores Gil Vicente (ADUFSCAR) e Sérgio Rezende (UFPE). Gil Vicente utilizou dados para reforçar como a EC 95 é desconstrói as conquistas atuais. Ele destacou a necessidade de eleger presidentes, deputados e senadores comprometidos com a revogação da emenda.

O ex-ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, apresentou os avanços da C&T durante 10 anos e lamentou a situação atual. Na opinião dele, só a luta dos movimentos pode barrar a falta de investimentos. “O que acontece no Brasil atualmente é inaceitável. Precisamos lutar para superar a crise atual”.

Assista na íntegra

Fonte: ADUFEPE-Sindicato

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